Em um comunicado oficial divulgado através das redes sociais, nesta quinta-feira (17), o ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), classificou como tentativa de interferência eleitoral o vazamento de um pedido de busca e apreensão da Polícia Federal, negado pelo Supremo Tribunal Federal. A apuração integra a 10ª fase da Operação Overclean.
“Está cada vez mais claro que há uma ação orquestrada para interferir no processo eleitoral, com a criação de fatos falsos e mentirosos, tentando associar meu nome a operações suspeitas nas quais não tive nenhum envolvimento. A justiça impediu que prosperasse um novo episódio deste complô. Não vou me calar diante de acusações falsas nem permitir que tentem transformar a reta final da eleição numa sucessão de ataques criminosos. Vou enfrentar tudo com coragem, consciência tranquila e confiança na verdade. E seguirei com minha campanha limpa, vibrante e cheia de esperança”, disse o ex-prefeito.
A solicitação, que teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República no início do ano, investigava contratos da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte. O relator no Supremo, ministro Kassio Nunes Marques, indeferiu a medida por falta de elementos que justificassem a ação contra o candidato.
ACM Neto destacou que a operação começou em dezembro de 2024 e que, em quase dois anos de investigações, jamais houve qualquer apontamento de conduta ilícita praticada por ele. De acordo com o político, a própria decisão da corte confirma a total inconsistência das ilações.
Segundo reportagem publicada pelos jornalistas Natália Portinari e Fabio Serapião, em coluna no UOL, ACM Neto é investigado sob suspeita de ter indicado um secretário para a Prefeitura de Belo Horizonte com a função de selecionar empresários em licitações públicas que, posteriormente, gerariam retorno em forma de propina.
A nova fase da operação apura suspeitas de fraudes em contratações da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte entre 2024 e 2025, com foco em contratos para fornecimento de serviços e materiais didáticos. A PF cumpre mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.










