O ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), voltou aos holofotes de noticiários nacionais ao ser citado na CNN Brasil em uma matéria sobre a Operação Overclean. A apuração do jornalista Elijonas Maia trata de contratos da Educação de Belo Horizonte que somam cerca de R$ 80 milhões.
Segundo a emissora, a suspeita da Polícia Federal é que ACM tenha indicado Bruno Barral, que havia comandado a Educação de Salvador, para assumir a mesma pasta na capital mineira e favorecer empresários em licitações. Sob a gestão de Barral, foram firmados três contratos com empresas de Alex Parente, por intermédio de José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. Outros acordos também estão sob investigação.
A Folha de S.Paulo acrescentou um dado à apuração: a PF identificou mais de 200 conversas telefônicas entre ACM e Moura, de agosto a dezembro de 2024. Houve contato inclusive em uma data na qual o grupo do empresário teria transportado malas com aproximadamente R$ 5 milhões em Salvador.
A polícia pediu autorização para realizar buscas contra ACM Neto e teve o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. O Estadão, em reportagem também publicada pelo UOL, informou que a solicitação foi apresentada em janeiro e que a autorização para a operação só saiu nas últimas semanas. Conforme a Folha, a manifestação da Procuradoria ocorreu em fevereiro, antes do período eleitoral.
Deflagrada na quinta-feira (17), a décima fase da Overclean cumpriu 24 mandados em seis estados, incluindo Bahia e Minas Gerais. Barral, Moura e Parente estavam entre os alvos. A investigação alcança contratações de serviços e materiais didáticos realizadas em 2024 e 2025 e apura suspeitas de fraude em licitações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.











