O senador Jaques Wagner (PT) afirmou, em pronunciamento no plenário do Senado nesta quarta-feira (13), que a gênese do escândalo financeiro conhecido como “Caso Master” remonta ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi uma resposta direta ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que tentou vincular o episódio à administração da Bahia.
Durante o discurso, o petista direcionou críticas à atuação do Banco Central sob o comando de Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro para a presidência da autarquia. “O trambique foi feito aqui, aos olhos do Banco Central, sob a presidência do senhor Roberto Campos Neto. A gênese está no governo de Jair Messias Bolsonaro, não na Bahia”, declarou o senador.
Wagner afirmou que, o rombo estimado em R$ 47 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), relacionado a operações do Banco Master, ocorreu sem qualquer obstáculo do órgão regulador, sob a gestão indicada pelo ex-presidente.
Em outro trecho do pronunciamento, o parlamentar citou reportagens do The Intercept Brasil que apontam conversas entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro para bancar o filme biográfico “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. A negociação teria envolvido R$ 134 milhões, com pelo menos R$ 61 milhões já transferidos.
O senador tratou de demarcar a participação do governo baiano no episódio. Segundo ele, a relação se limitou à privatização da rede Cesta do Povo. “Fizemos o que os liberais pregam: privatizamos uma rede estatal que era uma excrescência. Ali se encerra nossa participação”, disse.









