Sílvio Humberto nega ‘rachadinha’ e rebate críticas

Foto: Reginaldo Ipê/CMS

O vereador Silvio Humberto (PSB) classificou como infundadas as alegações de que mantinha um esquema de repasse compulsório de salários de assessores, prática conhecida como “rachadinha”, em seu gabinete. A resposta ocorreu nesta quinta-feira (23), após acusação feita por uma jovem identificada como Ingrid da Mata.

Em postagem nas redes sociais, a ex-colaboradora afirmou ter atuado para o parlamentar entre 2024 e 2025, período no qual teria testemunhado a suposta irregularidade. Ingrid também mencionou descumprimento de acordos e más condições de trabalho durante o vínculo.

Por meio de nota enviada ao Bahia.ba, o político afirmou que as denúncias não atingem “apenas sua honra pessoal, mas tudo que construiu ao longo de mais de três décadas de vida pública”. Segundo ele, a mulher foi acolhida “em situação de vulnerabilidade”, recebendo moradia e assistência médica de sua família.

Silvio declarou ainda que “não se curvará a acusações levianas, nem admitirá tentativas de distorção de fatos” contra sua trajetória. “Todo o assunto será conduzido nos canais competentes, que é o único espaço adequado para apurar os fatos”, completou.

O vereador ressaltou sua biografia na militância antirracista, iniciada aos 16 anos com a fundação do Grupo Negro da UCSal. Em 1992, ajudou a criar o Instituto Steve Biko, responsável pelo primeiro pré-vestibular voltado à população negra do país. Na UFBA, participou da elaboração do Programa de Ações Afirmativas em 2004. Eleito em 2012 para a Câmara de Salvador, mantém atuação focada em educação e defesa da vida da população negra.

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