A Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu, na noite de segunda-feira (15), um revólver pertencente ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma operação de rotina no Pistão Norte, em Taguatinga. A abordagem ocorreu quando um sargento lotado no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) foi flagrado transportando a arma sem a devida justificativa de porte em trânsito.
O militar conduzia o veículo quando foi parado na blitz. Ao ser questionado, ele apresentou a documentação funcional e afirmou que a pistola era de propriedade do ex-chefe do Executivo. Diante da inconsistência entre o porte exibido e a posse do armamento de terceiros, os agentes deram voz de prisão e o encaminharam à 21ª Delegacia de Polícia (Pistão Sul) para esclarecimentos.
Em depoimento aos investigadores, o sargento declarou que havia retirado a peça na manhã de segunda para realizar um reparo mecânico. O problema estaria relacionado ao percussor da arma, explicou, detalhando que se tratava de uma pane de simples solução. Ele acrescentou que o conserto seria concluído na terça-feira (16) e que a devolução ao proprietário estava prevista para o mesmo dia.
A versão apresentada, no entanto, não foi suficiente para evitar a apreensão do material. A Polícia Civil instaurou um procedimento investigativo para verificar a legalidade do transporte, a autenticidade dos documentos exibidos e a regularidade da posse do armamento fora dos limites funcionais do militar.
O episódio ocorreu em meio a um rigoroso controle de tráfego na região, e a ocorrência foi formalizada na unidade policial do Pistão Sul, onde a defesa do sargento ainda não se manifestou. O caso segue sob análise das autoridades competentes, que deverão intimar o ex-presidente para prestar informações sobre a cessão da arma ao subordinado do GSI.









