Camisetas com o número 22 usadas por funcionários da rede de supermercados RedeMix, em Salvador, provocaram críticas de artistas às vésperas do segundo turno da eleição presidencial. O número coincide com o do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, o que levou os críticos a enxergar uma possível associação eleitoral. A empresa nega e afirma que a nova farda faz parte da campanha de aniversário da rede.
Os músicos João Cavalcanti e Marcelo Caldi levantaram a questão em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (22). Durante uma visita a uma das unidades, a dupla estranhou o destaque dado ao número nos uniformes, que, segundo eles, passaram a ser usados no fim de setembro. “Deve ser uma data bem especial, né? E que o pessoal começou a usar no final de setembro. Eu já vi comemorar efeméride de 25, de 20… datas redondas. Esse 22 eu achei um pouco curioso”, afirmaram.
Sem mostrar o rosto dos trabalhadores, os artistas perguntaram se a iniciativa poderia configurar crime eleitoral e manifestaram preocupação com o possível constrangimento dos funcionários. “Não sei o que o dono pensa sobre a escala 6×1, não tem como afirmar nada, mas que nos chamou a atenção, chamou, né? Isso pode configurar crime eleitoral? No mínimo, é um constrangimento para os funcionários.”
Procurada pelo BNews, a RedeMix declarou, em nota, que “o número presente nas camisetas utilizadas por seus colaboradores faz referência exclusivamente ao aniversário da RedeMix, celebrado em 2026”. A empresa acrescentou que a identificação integra a campanha institucional de aniversário, realizada todos os anos entre o fim de setembro e novembro. “A identificação integra a campanha institucional de aniversário da rede, realizada anualmente entre final de setembro a novembro, seguindo uma prática de comunicação alinhada à identidade da marca. Uma celebração que reúne clientes, colaboradores e parceiros em torno de uma trajetória construída com dedicação, confiança e vínculos com a comunidade”, diz o texto.








