Michelle nega crise com Flávio após relatar humilhação

Foto: Reprodução, redes sociais

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) voltou atrás nesta quinta-feira (25) e negou publicamente a existência de qualquer racha familiar com o senador Flávio Bolsonaro (PL), um dia após expor um desentendimento que abalou os bastidores da política nacional. Em nota publicada em suas redes sociais, ela afirmou que “não há briga, nem competição” e solicitou que suas declarações anteriores não sejam interpretadas fora do contexto original.

O recuo estratégico ocorreu horas depois de a própria Michelle divulgar um vídeo no qual relatava ter sido alvo de tratamento ríspido pelo enteado durante uma conversa telefônica. Na gravação, ela acusou o parlamentar de exigir seu afastamento das definições partidárias e de menosprezar sua experiência política. “Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, desabafou a ex-primeira-dama, afirmando ainda que se sentiria “insignificante” diante da rejeição ao seu apoio.

Relembre:

O episódio gerou repercussão imediata no PL e expôs fissuras internas às vésperas do período eleitoral. Inicialmente, Flávio Bolsonaro minimizou o ocorrido, declarando que “nada o abalaria”. Porém, sob pressão de aliados e diante do evidente desgaste político, o senador recuou e publicou um longo texto nas redes sociais no qual pediu desculpas formalmente à madrasta. Na mensagem, ele negou ter ofendido Michelle, disse estar de “coração aberto” e justificou que jamais pretendia magoá-la. “Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil”, escreveu o pré-candidato à Presidência, citando o próprio casamento de 16 anos e as duas filhas para reforçar sua postura familiar.

Nos bastidores, o novo atrito eleva a temperatura dos debates estratégicos no comitê do senador. Avaliações reservadas de integrantes do PL, obtidas pelo jornal O Globo, indicam que o incidente comprometeu a tentativa de Flávio Bolsonaro de ampliar sua aceitação entre o eleitorado feminino e conquistar apoiadores fora da base tradicional do bolsonarismo. O desgaste apressou as discussões internas sobre a definição de uma mulher para ocupar a vaga de vice na chapa presidencial. A cúpula partidária agora prioriza costurar uma reconciliação pública entre os dois antes do início oficial da propaganda eleitoral, sob risco de o racha familiar contaminar a imagem do projeto presidencial.

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