O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta quinta-feira (25) a escolha da senadora Teresa Leitão (PT-PE) como nova líder do governo no Senado. A parlamentar assume o posto deixado por Jaques Wagner (PT-BA), que se afastou na quarta-feira (24) após ser alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master.
Em publicação nas redes sociais, Lula definiu as prioridades da nova líder. “Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros”.
Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros.
— Lula (@LulaOficial) June 25, 2026
A senadora de 74 anos, que cumpre seu primeiro mandato, tem trajetória consolidada na política pernambucana. Antes de chegar ao Senado em 2023, exerceu cinco mandatos consecutivos como deputada estadual. Pedagoga e sindicalista, foi fundadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco e a primeira mulher a presidir o PT no estado. Nas eleições de 2022, fez história ao se tornar a primeira senadora eleita por Pernambuco, com mais de 2 milhões de votos.
A escolha de Teresa Leitão levou em consideração, segundo aliados, o fato de ela estar em meio de mandato e não disputar a reeleição neste ano, o que lhe permitirá dedicar-se integralmente à articulação política no Congresso. A opção por Otto Alencar (PSD-BA) foi descartada porque o governo considera estratégico mantê-lo na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Já Camilo Santana (PT-CE) precisará concentrar esforços na campanha eleitoral no Ceará.
A nova líder já demonstrou engajamento nas pautas prioritárias. Em pronunciamento no Plenário no início do mês, defendeu a aprovação da PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso. A senadora argumentou que a medida representa “direito de viver plenamente” e afeta especialmente as mulheres, que acumulam atividades profissionais e domésticas.
Em suas primeiras declarações após a nomeação, Teresa Leitão agradeceu a Lula pela confiança e afirmou que atuará para “fortalecer a articulação entre o Palácio do Planalto, a base aliada e os parlamentares, especialmente os líderes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)”. A menção ao presidente da Casa ocorre em momento de desgaste na relação com o Planalto, marcado por derrotas como a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e o avanço de pautas que elevam despesas públicas.
— Teresa Leitão ⭐ Senadora (@teresaleitao_) June 25, 2026









