O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), rebateu uma acusação do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), sobre a condução das obras públicas no estado. Após o prefeito afirmar que intervenções estaduais estão paralisadas por falta de repasse às construtoras, o chefe do Executivo baiano rebateu as declarações, minimizou as críticas e negou qualquer crise de inadimplência.
A polêmica teve início após entrevista concedida por Bruno Reis à Rádio Baiana FM. Na ocasião, o gestor municipal declarou que o atraso na entrega de projetos prometidos pelo Estado ocorre porque o governo estaria devendo às empresas contratadas. “Não avançam nas obras porque o Estado está devendo. Não estão pagando obras que já foram executadas, quem dirá obras que sequer iniciaram”, acusou Bruno Reis, citando que a falta de fundação e alvenaria em canteiros decorre do calote nas medições.
Em resposta às declarações do prefeito, Jerônimo Rodrigues descartou as acusações e recusou-se a prolongar o embate, classificando as cobranças como desinformação. O governador argumentou que o modelo de desembolso e pagamento adotado pela administração estadual segue ritos burocráticos consolidados e praticados na gestão pública há duas décadas. “Eu não vou comentar fake. É só perguntar às empreiteiras como está a nossa disposição de pagamento. Não fazemos isso durante vinte anos e nós sabemos como é que é o desembolso de pagamento de empresa. As prefeituras municipais também fazem isso”, declarou Jerônimo.
O governador ponderou ainda que eventuais retenções ou delongas pontuais ocorrem por trâmites do controle interno ou prazos na chegada de repasses, sem significar inadimplência estrutural. “Não tem atraso, sempre que tem algum tipo de atraso às vezes foi o repasse que chegou em um trâmite e não deu tempo de liquidar. Quando isso ocorre, as próprias secretarias recorrem à cobrança, controle e fiscalização. Então eu não vou discutir fake”, completou.










