Flávio Bolsonaro aparece filiado ao Missão, e PL fala em fraude

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve o registro de sua candidatura à Presidência da República impedido nesta quinta-feira (13) após aparecer no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao partido Missão. O PL acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e classificou o caso como fraude. O Missão também afirmou ter sido vítima de uma filiação fraudulenta e tentou cancelar o vínculo, mas o pedido foi rejeitado inicialmente.

O TSE informou que a mudança não foi causada por um ataque hacker ao sistema de filiação partidária. Segundo o tribunal, houve uso indevido da ferramenta por alguém que tinha credenciais do Missão para realizar filiações. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral Eleitoral e determinou a abertura de inquérito pela Polícia Judiciária. O pedido do PL para desfiliar Flávio do Missão está sob análise.

A advogada da campanha, Maria Claudia Bucchianeri, afirmou ao G1 que a alteração ocorreu entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta. Segundo ela, uma certidão emitida pelo sistema do TSE mostrava Flávio como candidato do PL às 23h17 de quarta-feira, quando a equipe jurídica já havia iniciado os procedimentos para registrar a candidatura. A defesa inicialmente levantou a possibilidade de invasão, uso indevido de senha ou venda de credenciais, mas o TSE afirma que a hipótese de hackeamento do sistema foi descartada.

Enquanto a filiação não for regularizada, o PL não consegue protocolar o pedido de registro da candidatura. O prazo para o registro termina às 19h de sábado (15). Flávio foi oficializado pelo PL em convenção nacional realizada em São Paulo, em 25 de julho, como principal nome do partido na disputa presidencial de 2026. Em reação ao episódio, o senador afirmou nas redes sociais que adversários estariam tentando impedir sua candidatura e declarou que a estratégia “não funcionou e nem vai funcionar”.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também classificou o episódio como uma “falsificação”. Nos bastidores, integrantes do partido chegaram a atribuir o caso a um ataque hacker, mas a apuração oficial considera que alguém com credenciais do Missão utilizou indevidamente a ferramenta de filiação. O TSE agora investiga como as credenciais foram utilizadas e trabalha para esclarecer a alteração cadastral antes do fim do prazo para registro.

 

Mais de Soteropoles

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com