O desempenho do senador Angelo Coronel nas pesquisas para o Senado já acendeu um sinal de alerta interno no Republicanos. Embora o vereador Luiz Carlos, integrante da legenda, descarte uma crise, ele admite que a situação do parlamentar nas sondagens representa um “ponto de atenção” para a sigla.
Em entrevista concedida à Feliz FM 98,3, Luiz Carlos ponderou que os levantamentos divulgados até o momento podem não refletir com precisão a força eleitoral de Coronel, sobretudo nas cidades mais afastadas da capital. “Não vejo como preocupação, mas é um ponto de atenção. Você tem, em uma estratégia, um ponto crítico e um ponto de atenção. Isso não é um ponto crítico, isso é um ponto de atenção”, disse o vereador.
De acordo com Luiz Carlos, a metodologia empregada pelos institutos ajuda a explicar o desempenho aquém do esperado. “Essas pesquisas tendem a ter uma busca muito maior nas regiões centrais e na Região Metropolitana do que propriamente no interior, sobretudo nos municípios mais distantes, onde Coronel tem uma atuação”, argumentou.
O representante do Republicanos também associou a vantagem dos petistas Rui Costa e Jaques Wagner ao momento político nacional. “O Rui e o Wagner estão em uma evidência muito maior por conta do governo. É natural que você ganhe uma popularidade maior”, observou. Ele lembrou, ainda, que Coronel apenas recentemente intensificou os investimentos em redes sociais, classificando-o como uma figura de perfil mais tradicional.
Há tempo para ajustes, segundo o vereador. “A eleição ainda está relativamente distante. Dá tempo para qualquer pessoa mudar sua estratégia, melhorar, potencializar aquilo que tem de potencializar e corrigir aquilo que precisa ser corrigido”, afirmou.
Em outro trecho da conversa, Luiz Carlos comentou a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), já apoiado pelo Republicanos para a Presidência, e o banqueiro Daniel Vorcaro. Sobre a polêmica envolvendo o Banco Master, o vereador minimizou riscos ao aliado. “O que apareceu até agora não é nada diante do que pode surgir”, declarou. “Ele pediu um patrocínio. Não pediu dinheiro para ele, para a conta dele. Quem faz evento sabe que precisa buscar patrocinadores”, argumentou.









