O desembargador Raimundo Cafezeiro, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), intensificou sua pré-candidatura a uma das vagas que devem ser abertas neste ano no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em declarações de Portugal, onde acompanha o 14º Fórum de Lisboa, o magistrado argumentou que o estado precisa ocupar um assento na corte superior.
“A Bahia está carente de um nome lá na Corte Superior e acho que o estado neste momento, num cenário político, jurídico, econômico, social em todos os sentidos, é muito importante que nós tenhamos um membro lá do STJ da Bahia”, disse Cafezeiro em entrevista ao BNEWS. O desembargador afirmou que já se colocou à disposição para concorrer, mas ressaltou que o movimento não é individual.
“Eu já me coloquei à disposição, vou participar. Não é um projeto pessoal, porque eu acho que um projeto deste tamanho, desta magnitude, você precisa ter primeiro a sua família do seu lado. Você precisa de outras pessoas. Eu tenho tido apoio de colegas, tenho tido apoio de amigos e principalmente da minha querida advocacia, que aí eu não abro mão.”
O magistrado também reconheceu a qualidade de outros candidatos da região. “Acredito que a Bahia terá outros colegas tão preparados quanto. Hoje eu vejo o meu querido Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, com excelentes nomes capazes de participar do pleito. Eu acho que isso é muito importante.”
Outro ponto levantado por Cafezeiro foi o projeto de lei do presidente do TJ-BA, José Rocha Rotondano, que propõe a criação de cinco novos cargos de desembargador. A medida eleva de 70 para 75 o total de integrantes da corte. Na avaliação do desembargador, a mudança agilizará as decisões judiciais.
“Serão mais cinco desembargadores para compor as Câmaras Cíveis. Então nós vamos sair de cinco câmaras cíveis para 10 câmaras cíveis. Devido à quantidade de processos de desembargadores, às vezes, os julgamentos não saem a contento do tempo. Mas com a quantidade de desembargadores maiores, os julgamentos vão ser mais céleres e mais rápidos. Eu acho que é muito importante que nós tenhamos a criação dessas cinco vagas, porque a quantidade de processos não são poucas, são muitos processos que nós que estamos na área civil do Tribunal de Justiça da Bahia recebemos”, concluiu.









