A hesitação do pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União), em declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial foi classificada como “inocência” pelo deputado federal baiano Capitão Alden (PL). Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 (100.1), o parlamentar afirmou que a indefinição do aliado representa um equívoco estratégico para a oposição ao governo petista no estado.
“Eu acho que chega a ser inocência demais você pensar assim. A pesquisa que foi feita indica que, a cada 10 votos que ACM Neto teve na última eleição, a cada 10 votantes, cerca de 7 a 8 teriam votado em Lula”, contextualizou Alden. Na sequência, o deputado provocou: “Então, na cabeça deles, se eles apoiarem, por exemplo, o Flávio Bolsonaro, esses votantes ou aqueles que votaram em Lula poderiam não votar neles, mas chega a ser inocência você dizer ‘olhe, é certo que eu vou apoiar Flávio no segundo turno’, aí esse eleitor não está ouvindo isso? Ele é burro? Ele é ignorante?”.
A chapa majoritária da oposição baiana, liderada por ACM Neto, tem o PL como um dos pilares, com João Roma (PL-BA) concorrendo ao Senado. Para Capitão Alden, há uma desconexão clara entre as posturas nacional e estadual desse grupo. “Eu não consigo ver racionalidade nesse cálculo. Eu acho que você tem que ter posicionamento, qual é o seu posicionamento? Acho que você pode até dizer, as minhas convicções são essas, o meu papel como gestor vai ser esse, mas palanque aberto? Até Lula poderá vir no palanque dele? E por que existe [o discurso] vamos nos unir para derrotar o PT lá em cima, no [cenário] nacional, mas não vai ser unir para derrotar o PT aqui no estado?”, indagou.
“Essa estratégia é ruim. Eu tenho ouvido isso no interior, muito, inclusive de pessoas que pretendem ou pretendiam votar em Neto e pedem postura dele de não definir claramente o que ele defende. Não quem ele defende, mas o que ele defende”, concluiu o parlamentar. A falta de clareza, segundo Alden, pode afastar eleitores que desejam saber exatamente o que o candidato defende, independentemente de alianças pessoais.









