A Polícia Militar da Bahia, por meio do Comando de Operações Policiais Militares (COPPM), mobiliza 30 mil policiais militares na Operação Eleições 2026 para garantir o livre exercício da democracia dos eleitores que irão escolher o presidente do Brasil neste 2º turno, que acontece no próximo domingo (25).
As equipes da PM irão realizar o policiamento ostensivo nas ruas e entorno dos 9.305 locais de votação da Bahia, o 4º maior colégio eleitoral do Brasil. Os policiais militares empregados também irão escoltar as urnas, fazer a guarda dos locais de votação para impedir a violação dos equipamentos, realizar a escolta reversa para os polos de transmissão de dados dos tribunais eleitorais até o término da contagem de votos.
Assim como ocorreu no primeiro turno, a PM disponibilizará patrulhas inclusivas para prestar apoio às Pessoas com Deficiência (PcD), cadastradas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que irão votar na capital. A Bahia possui o registro 101.799 eleitores PcD.
No dia do pleito, o efetivo irá se posicionar a 100 metros dos locais de votação, lembrando que o acesso de policiais no perímetro interno ou nas seções eleitorais só ocorre com requisição formal do Juiz Eleitoral, do Ministério Público ou do Presidente da Mesa, salvo para coibir um crime que esteja ocorrendo ou para votar.
O trabalho da PM iniciou em abril e participou de todas as etapas pré-eleitorais, a exemplo das campanhas, showmícios, comícios, carreatas e eventos até a escolta das urnas. Após o encerramento do pleito, às 17h, os discos com a totalização de cada urna serão escoltados até o local de apuração e transmissão, onde o policiamento permanecerá até o término dos trabalhos e nos locais de comemoração, última fase da operação.
O COPPM coordena a atuação dos três Comandos Regionais da Capital e dos 14 Comandos Regionais no interior do estado. Em cada um dos 417 municípios foi designado um oficial da PMBA para acompanhamento do sufrágio.
Entre as ações da PM, serão prevenidos e fiscalizados crimes eleitorais como propaganda de boca de urna (partidos políticos e candidatos), transporte de eleitores, compra de votos, desordem que prejudique os trabalhos eleitorais, entre outros crimes. Em casos de flagrante, a PM encaminhará os acusados para a delegacia ou Polícia Federal, além do contato constante com o juiz eleitoral.
Rodovias – O Comando de Policiamento Rodoviário (CPRv) irá intensificar as fiscalizações nas rodovias estaduais com intuito de oferecer mais segurança ao eleitor, que se deslocará para votar em outro município.
O objetivo é prevenir e reprimir crimes eleitorais, como transporte irregular de eleitores e propaganda eleitoral irregular, bem como infrações de trânsito nas rodovias estaduais, reforçando a segurança viária e a integridade do pleito.
Polícia Civil reforça ações de inteligência
A Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento de Inteligência Policial (DIP), reforçará as ações de inteligência, monitoramento e análise de informações durante o segundo turno das eleições, com o objetivo de identificar possíveis crimes eleitorais, conteúdos falsos, além de outros ilícitos que possam ameaçar o pleito.
Serão realizadas coleta, análise e o compartilhamento de informações estratégicas, como também o acompanhamento de fontes abertas, do ambiente digital e o mapeamento de áreas de atenção, com o objetivo de subsidiar as ações policiais, além de prevenir e identificar possíveis crimes.
No dia da votação, o Laboratório de Inteligência Cibernética (CIBERLAB) estará em funcionamento na sede do DIP, localizada no Complexo Policial de Nazaré, em Salvador. A unidade atuará na identificação e análise de possíveis ilícitos praticados no ambiente virtual, especialmente os relacionados à disseminação de desinformação, ameaças, incitação à violência e outras condutas com possível repercussão eleitoral.
As ações serão acompanhadas por meio do Painel de Monitoramento das Eleições 2026, ferramenta que reúne registros de ocorrências policiais relacionadas ao pleito nos 417 municípios baianos e dados da apuração oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As informações produzidas serão compartilhadas com as unidades policiais e os órgãos competentes, contribuindo para a atuação integrada, a tomada de decisões estratégicas e a pronta resposta a eventuais ocorrências.
Para o delegado-geral adjunto de Operações, Jorge Figueiredo, o trabalho de inteligência é fundamental para subsidiar o planejamento das ações de segurança durante o período eleitoral. “A análise de informações, aliada aos recursos tecnológicos de monitoramento e à integração entre as equipes, contribui para identificar situações que demandem atenção e oferecer suporte à tomada de decisões”, destacou.
Atendimento – As delegacias territoriais e especializadas atuarão em regime de plantão, com equipes preparadas para registrar e apurar ocorrências relacionadas ao período eleitoral, incluindo crimes virtuais. A atuação será integrada entre os departamentos especializados e operacionais, os setores de inteligência e as demais forças de segurança.
As mulheres vítimas de violência poderão buscar atendimento nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams). Nas cidades onde não há Deam, as ocorrências serão registradas pelas delegacias territoriais, que seguirão procedimentos específicos para acolher as vítimas, prestar assistência e garantir o encaminhamento adequado.








