Flávio “arregou” no desafio dos sigilos, diz secretário do PT

Foto: Reprodução, redes sociais/@edenvaladares

O secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL) de recuar no desafio de abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico. Em manifestação divulgada nesta sexta-feira (23), nas redes sociais, ele afirmou que o adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não entregou nenhum documento e transferiu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a decisão sobre o assunto. “FLÁVIO ARREGOU!”, escreveu.

A reação ocorre um dia depois de a campanha do senador informar que só liberaria os dados depois de examinar o material apresentado pela equipe petista. Na ocasião, a advogada Maria Cláudia Bucchianeri chegou a garantir que não haveria retrocesso: “Não há nenhuma possibilidade de recuo. Vamos trazer e será bastante rápido”.

Segundo Valadares, o prazo terminou sem que isso se concretizasse. “Como já era esperado, Flávio Bolsonaro NÃO cumpriu o desafio do sigilo, não apresentou NENHUM extrato, de NENHUMA conta”, declarou. De acordo com o secretário, pouco depois da meia-noite o senador protocolou um documento que submete a abertura das informações ao entendimento da Corte. “Repare, o TSE disse que cabe a cada candidato abrir mão do sigilo; o candidato protocola um documento dizendo para cabe ao Tribunal”, afirmou.

O dirigente sustentou que a petição não veio acompanhada de extratos, declarações de imposto de renda ou registros telefônicos, justamente os itens que aliados do senador cobram do lado petista. “Na prática, Flávio não juntou nenhum extrato, nenhuma declaração de imposto de renda e nenhum registro telefônico, que é justamente o que a sua turma nos acusa de não ter feito”, disse.

Para Valadares, a estratégia busca desviar o foco do que considera central. “Eu vou insistir. Ele não apresentou NENHUM EXTRATO de nada e bota sua tropa para histericamente acusar Lula e Lulinha, de modo que o barulho seja tão alto que as pessoas não ouçam o óbvio: Flávio manteve todos os seus dados sob sigilo, em segredo, não apresentou nada ao Brasil. Correu do desafio. Arregou!”, declarou.

O secretário também criticou o conteúdo da peça enviada ao tribunal. “O resto da peça é um show de frases feitas para gerar corte. Pede que o Presidente Lula abra os gastos do cartão corporativo e os registros de visitas ao gabinete. Dados que foram abertos”, afirmou. Ele concluiu que a resposta do senador “é puramente retórica e não abre nada”. “Ele cobra o que já foi feito, enquanto só aceita abrir os próprios dados se o Tribunal mandar”, disse.

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