Mesmo condenado a mais de 36 anos de prisão e detido preventivamente, o deputado estadual Binho Galinha (Avante) teve o nome homologado para disputar a reeleição à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) na convenção do partido realizada nesta segunda-feira (27), em Salvador. O parlamentar não compareceu ao ato, mas foi representado pela irmã, Kelly Cristina Escolano.
A oficialização ocorreu sob forte repercussão, uma vez que o político está preso desde 9 de julho, após decisão da Vara Criminal de Feira de Santana no âmbito da Operação El Patrón. A pena fixada em 36 anos e 9 meses de reclusão abrange crimes como posse irregular de arma de fogo de uso permitido, porte de equipamento com numeração suprimida e outras infrações ligadas ao Estatuto do Desarmamento.
Sem poder comparecer ao encontro da legenda, Galinha utilizou as redes sociais para comunicar o aval à sua postulação. Em publicação, o perfil do deputado afirmou que o projeto político foi representado pela irmã na convenção e destacou que, “mesmo sem poder estar presente”, o parlamentar fez questão de ser representado no evento.
A operação que resultou na condenação de Binho Galinha revelou um arsenal apreendido e trocas de mensagens que apontam para um esquema de comércio ilegal de armas na região de Feira de Santana. A defesa do deputado já anunciou que recorrerá da sentença em instâncias superiores, mas, por ora, o mandato está suspenso e o parlamentar aguarda julgamento de habeas corpus em Brasília. Enquanto isso, o nome de Galinha permanece na urna virtual do partido, aguardando o desenrolar dos processos que podem, ou não, barrar sua participação no pleito de outubro.











