Família de Wagner vê vingança em operação da PF; entenda

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A suspeita de que a operação policial deflagrada contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) no âmbito do caso Master tenha sido orquestrada como um ato de vingança ganhou força entre seus familiares. A tese aponta os nomes do advogado-geral da União, Jorge Messias, e do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, como articuladores da medida que autorizou buscas em endereços ligados ao parlamentar e a parentes. A informação foi apurada pelo site Política Livre.

A narrativa construída no entorno de Wagner resgata um episódio que marcou a relação entre os envolvidos. Messias, que fora escolhido pessoalmente pelo presidente Lula para ocupar uma cadeira no STF, viu sua indicação ser rejeitada pelo plenário do Senado em votação desastrosa. Na ocasião, ele obteve apenas 34 votos favoráveis contra 42 contrários, resultado muito aquém das projeções da liderança governista. Conforme informações de bastidores à época, a derrota foi atribuída por Messias a Wagner, líder do Governo na Casa, o que teria criado um clima de animosidade.

Evangélico e com forte trânsito entre os conservadores, Messias contava com André Mendonça — ministro indicado por Bolsonaro e autodenominado “terrivelmente evangélico” — como seu principal cabo eleitoral dentro do tribunal. A proximidade entre os dois alimenta, agora, a interpretação de que a investida judicial desta quinta (17) seria uma retaliação planejada. A operação autorizada por Mendonça mirou não apenas Wagner, mas também seus familiares, o que elevou o tom da indignação no círculo íntimo do petista. Para os aliados, a extensão das medidas ultrapassa os limites de uma investigação convencional e carrega um componente pessoal.

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