PF mira Wagner em nova fase da operação sobre Banco Master

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a nona fase da Operação Compliance Zero, mirando o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, em uma ofensiva que apura supostas transações financeiras irregulares envolvendo o Banco Master. Os agentes cumprem 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços localizados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, incluindo dependências do hotel em Brasília onde o parlamentar reside e imóveis ligados ao seu círculo familiar.

Além do líder petista, as buscas alcançam o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Master, e Eduardo Sodré Martins, enteado de Wagner, em Salvador. A Polícia Federal investiga a possível prática dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, tendo também determinado medidas cautelares que incluem a proibição de contato entre os alvos e a suspensão de seus passaportes.

O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, manifestou apoio irrestrito ao senador. “Jaques Wagner teve e tem nosso inteiro apoio e confiamos que poderá esclarecer qualquer dúvida durante a investigação”, afirmou. O dirigente petista rebateu tentativas de associar o caso a diferentes espectros políticos, destacando que a autorização para o Banco Master ocorreu na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Quem autorizou o Banco Master foi o governo Bolsonaro. Quem é íntimo de Daniel Vorcaro, visitou mesmo após a prisão e tem ele como um ‘irmão’ é Flávio Bolsonaro. Quem recebeu milhões de reais deste esquema foi a família Bolsonaro”, declarou, classificando como “inócua” a tentativa de criar uma falsa simetria para minimizar os desgastes do senador bolsonarista.

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