“ACM Neto abandonou saúde de Salvador”, afirma Aladilce

Foto: Divulgação, Assessoria

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) criticou, nesta sexta-feira (12), as declarações do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), sobre a saúde na Bahia. Enfermeira de formação, ela afirmou que durante as gestões de Neto e do atual prefeito, Bruno Reis (União Brasil), a atenção primária em Salvador não foi priorizada e que essa omissão da gestão municipal acabou aumentando a dependência da população em relação à rede estadual de saúde.

“As Unidades Básicas de Saúde e as UPAS estão precarizadas. Os profissionais não têm condições adequadas de trabalho. A saúde pública em Salvador só não entrou em colapso porque o Governo do Estado assumiu responsabilidades que deveriam ser da Prefeitura. Quando oito em cada dez pacientes precisam ser transferida para hospitais do Estado, fica evidente quem está sustentando a assistência à saúde da capital. Ele precarizou a saúde de Salvador e agora finge ter capacidade para apontar soluções”, afirmou a vereadora.

Aladilce destacou ainda que cerca de 80% dos pacientes atendidos nas UPAs municipais acabam sendo transferidos para unidades estaduais, o que evidencia a dependência da rede municipal em relação à estrutura mantida pelo Governo do Estado. Ela lembrou ainda que duas UPAs administradas pela Prefeitura de Salvador estão entre as que mais demandam vagas da regulação estadual. A UPA Santo Antônio saltou de 3.373 solicitações em 2022 para 5.619 em 2025, enquanto a UPA dos Barris passou de 3.447 para 4.103 solicitações no mesmo período.

“O Governo do Estado atende a população, enquanto a Prefeitura procura culpados. As próprias UPAs de Salvador desmentem o discurso dele. ACM Neto quer discutir a saúde da Bahia inteira, mas evita explicar por que Salvador continua tão dependente da rede estadual para atender sua população. O povo não esquece quem teve a oportunidade de fazer e não fez”, explicou.

A parlamentar ressaltou ainda que o Governo do Estado mantém uma ampla rede de atendimento em Salvador, com hospitais, maternidades, UPAs, centros de referência e policlínicas, além de investimentos superiores a R$ 600 milhões em novas unidades e ampliações desde 2023.

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