O atacante Raphinha admitiu, em entrevista nesta quarta-feira (10), que o acolhimento recebido fora do país é superior ao vivenciado em terras brasileiras. A declaração ocorre às vésperas da estreia da Seleção na Copa, marcada para sábado (13), contra o Marrocos, em Nova Jersey. Na entrevista, o atleta também comentou sobre a cobrança pela diferença de rendimento entre clube e equipe nacional.
Lesões atrapalharam a trajetória do jogador sob o comando de Carlo Ancelotti na Seleção. O atleta participou de apenas seis dos doze confrontos do ciclo, um cenário que gera incômodo pessoal. Neste período, Raphinha contribuiu com duas assistências. Na última temporada pelo Barcelona, ele anotou 21 gols e deu sete passes para gols.
“Eu já consegui entregar muito pela Seleção sim. Obviamente que não podemos ser hipócritas e falar que foi igual ao clube. Mas, dentro do que passamos neste ciclo, pude entregar sim um bom futebol. Mas somos muito conscientes de que seleção brasileira é feita de resultados e somos cobrados. E se somos cobrados de fazer o que fazemos no clube, é porque temos condições de fazer na Seleção também. Não tenho problema com isso. Posso melhorar. E não só eu, mas vários jogadores, temos essa consciência de que podemos chegar mais próximo do que fazemos nos clubes”, completou.
Diante desse quadro, o ponta respondeu se sente menor valorização no Brasil em comparação ao cenário internacional. “Para ser sincero, sinto que realmente é diferente o carinho do torcedor brasileiro comigo do que o pessoal de fora”, disse.
“Eu acredito que, se tenho que me provar para alguém, é para mim, meus pais, minha esposa e meu filho. Infelizmente, não posso mudar o gosto das pessoas. Tem gente que gosta e gente que não gosta. Tudo bem. A vontade eu vou sempre entregar, o meu melhor. Isso que seria inadmissível, não entregar o melhor. É natural. Eu saí muito jovem do Brasil, não consegui criar conexão”, concluiu.









