A instalação da fabricante chinesa Windey Energy no Polo Industrial de Camaçari foi comemorada pelo pré-candidato ao Senado pela Bahia, Rui Costa (PT), como fruto direto da retomada da política externa brasileira somada a duas décadas de estratégias estaduais para atração de negócios estrangeiros. O ex-ministro da Casa Civil atribuiu o novo empreendimento à reaproximação do país com parceiros estratégicos, especialmente a partir de 2023.
Para ele, a iniciativa demonstra como a união entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Governo da Bahia produziu um terreno fértil para companhias globais. “Alinhar e avançar em parcerias com a China significa pular etapas, pular degraus para que a indústria brasileira possa se modernizar mais rapidamente. O presidente Lula tem fortalecido essa relação e ampliado o diálogo com outros países, resgatando o prestígio e o protagonismo do Brasil na economia global. Quando você intensifica essas relações com outros países, você fortalece a economia e gera emprego e renda para os trabalhadores”, afirmou.
O pré-candidato ao Senado também recordou que a Bahia vem construindo um ambiente de negócios robusto desde a gestão de Jaques Wagner, com investimentos públicos, incentivos fiscais, qualificação profissional e segurança jurídica. “Desde a gestão do então governador Jaques Wagner, a Bahia tem criado as condições para atrair investidores internacionais, assegurando incentivos fiscais e realizando investimentos públicos que impactam na infraestrutura e logística. Isso tem favorecido a implantação de novos empreendimentos”, disse.
A empresa chinesa desembolsará R$ 100 milhões ao longo de cinco anos para erguer sua primeira fábrica brasileira de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) em Camaçari. A tecnologia é vista como essencial para reduzir perdas na geração renovável e elevar a eficiência do sistema elétrico. Durante a cerimônia de lançamento da pedra fundamental, ocorrida nesta terça-feira (9), Rui Costa enfatizou: “Investimentos desse porte não escolhem seus destinos por acaso. A Bahia construiu ao longo dos anos um ambiente de confiança para quem quer investir, produzir, gerar emprego e desenvolver novas tecnologias.”
O ex-governador concluiu ao apontar um gargalo nacional: a falta de soluções para armazenar o excedente energético. “O Brasil hoje tem um problema grande que gera muita energia e não armazena. Precisamos diminuir esse desperdício para diminuir a conta, seja para a indústria, seja para o consumidor. E a forma mais rápida de diminuir isso é o armazenamento”, finalizou.









