O senador e pré-candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos) classificou como “sangrenta” sua saída do PSD e revelou, em entrevista à rádio Salvador FM nesta segunda-feira (8), que as conversas para se aproximar do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) começaram há pelo menos um ano.
De acordo com o parlamentar, o divórcio com a antiga legenda ocorreu de forma traumática, sem qualquer tentativa de diálogo ou pacificação entre as partes. O desgaste político já vinha se acumulando dentro da sigla, principalmente depois que o PSD, considerado por ele o maior partido da Bahia, ficou sem representante na chapa majoritária governista.
“Eu imaginava que o partido continuaria bancando a candidatura de um membro do PSD para compor a chapa majoritária. O PSD não indicou ninguém, nem Angelo Coronel, nem qualquer outro membro do partido. Fiquei sem entender como o maior partido do estado da Bahia não tinha nenhum representante na chapa”, provocou.
O republicano afirmou que, paralelamente ao desgaste interno, mantinha conversas frequentes com o grupo liderado pelo ex-chefe do Palácio Thomé de Souza. A futura migração, segundo ele, não era novidade para aliados do governo. “Essa chegada ao grupo de Neto não foi surpresa. Era uma negociação que já vinha acontecendo há cerca de um ano. O próprio PT sabia disso e chegou a me criticar porque eu não participava de alguns atos da campanha de Jerônimo”, acrescentou.
Embora já avaliasse deixar o PSD, o senador confessou ter sido pego de surpresa pela forma como o desligamento foi consumado. “Não imaginava que a saída seria daquela maneira. Foi uma saída nevrálgica, sem conversar, sem pacificar. Uma saída muito sangrenta, no jargão político. Eu estava viajando quando ouvi pela rádio a minha defenestração do PSD. Tomei um susto. Pensei até que fosse o fuso horário me confundindo, mas era verdade. Foi praticamente uma expulsão”, concluiu.









