O líder do governo no Senado Federal, Jaques Wagner (PT), afirmou em entrevista ao GloboNews, nesta segunda-feira (11), que a proposta de anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro representa uma grave ameaça à democracia brasileira. A declaração do petista ocorre em meio à movimentação da oposição no Congresso para ressuscitar a chamada “PEC da Anistia”, que concederia perdão “amplo, geral e irrestrito” aos participantes das invasões às sedes dos Três Poderes.
“A PEC da Anistia é extremamente nefasta à democracia brasileira. Não dá pra dar anistia a quem depredou três prédios públicos, isso acaba virando um estímulo”, disparou Wagner.
O movimento da oposição, liderado pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL), ganhou força após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu no último sábado (9) os efeitos da Lei da Dosimetria. A norma, promulgada na sexta-feira (8) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-PB), teve o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrubado pelo Congresso.
Sobre a Lei da Dosimetria, Wagner explicou o posicionamento do governo: “Entendemos que o projeto da Dosimetria era um mal à democracia e vetou. O Congresso derrubou o veto em seguida”. Questionado sobre eventuais articulações entre os Poderes que teriam levado à suspensão da lei por Moraes, o senador preferiu não opinar: “Se houve algum acordo com o STF, eu não vou opinar, porque eu não estava lá.”
A PEC da Anistia é extremamente nefasta à democracia brasileira. Não dá pra dar anistia a quem depredou três prédios públicos, isso acaba virando um estímulo. O governo entendeu que o projeto da Dosimetria era um mal à democracia e vetou. O Congresso derrubou o veto em seguida e,…
— Jaques Wagner (@jaqueswagner) May 11, 2026
Enquanto o petista critica duramente a proposta de anistia, a oposição corre contra o tempo para coletar as assinaturas necessárias — 171 deputados e 27 senadores — para que a PEC comece a tramitar, prometendo “fazer justiça aos apenados do dia 8 de janeiro”.









