A pressão sobre o comando de Rogério Ceni no Bahia se intensificou na noite do último sábado (9). Diante de sua torcida, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, o Tricolor abriu o placar com Luciano Juba, mas sofreu a virada do Cruzeiro por 2 a 1, acumulando o quinto compromisso seguido sem vencer. O resultado provocou vaias e escancarou uma crise de confiança que o técnico precisará reverter até quarta, quando enfrenta o Remo, no Mangueirão, pela volta da quinta fase da Copa do Brasil.
“O resultado foge daquilo que a gente esperava. O Cruzeiro é uma boa equipe, acho que foi um jogo equilibrado. Eles tiveram mais finalizações, mas muitas para fora ou defesas simples de Léo. Tivemos bons momentos no jogo, saímos na frente e tivemos chances de fazer o segundo gol. No gol deles, faltou a cobertura de Juba para fazer o corte. Todos se esforçaram e correram, mas não conseguimos vencer, que era o mais importante. Sobre a cobrança, o torcedor quer ver o time vencer. Quando o time não entrega o resultado, o torcedor está certo em protestar, ele vai frustrado para casa”, disse o treinador na coletiva pós-jogo.
O período livre para treinos ao longo da semana, algo que o rival deste sábado não teve por causa da Libertadores, acabou não se traduzindo em melhora dentro de campo. Pelo contrário, segundo o próprio Ceni, o grupo sentiu o peso da obrigação de vencer. “Em tese o Cruzeiro estava mais desgastado. Acho que perdemos a confiança, os jogadores sentem a pressão pela necessidade de vencer. Treinando ou jogando o desgaste vem sempre, mas é claro que quem joga no meio de semana chega mais desgastado. Acho que erramos mais que o normal, não é fácil reverter um momento de baixa, mas precisamos sair disso o mais rápido possível. Não tem ninguém que vai nos tirar disso, apenas nós. Nós que temos que sair dessa situação”, completou.
“Não posso me preocupar com isso. Isso é uma questão da diretoria. Tento todos os dias fazer meu melhor, eu não canso de trabalhar. Tento achar situações, trocas, alternativas. Estou há 36 anos nisso, eu entendo a pergunta, faz parte do pacote do futebol. Estamos todos tentando fazer nosso melhor. Hoje tentamos diferentes alternativas, fizemos tudo que podemos, mas as coisas não estão acontecendo. Tem uma queda técnica e emocional. Precisamos fazer algo diferente para mudar a chave, para resgatar o torcedor. Não posso reclamar de competitividade e entrega dentro de campo, mas as coisas não estão acontecendo como já aconteceram”, completou.
Com apenas 22 pontos na tabela, o Esquadrão de Aço estagnou na sexta posição do campeonato. Contudo, a atenção imediata do clube está voltada à Copa do Brasil. Após perder o duelo de ida por 3 a 1 para o Remo, a missão em Belém exige um triunfo por dois gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis. A partida está agendada para as 21h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (13).
“O Bahia caiu um pouco de produção. A responsabilidade nisso é sempre do treinador. Quando conseguimos classificar para a Libertadores também temos o crédito de elevar o nível do time. Neste momento acho que precisamos de mais confiança. Temos que continuar trabalhando, tentar fazer algo de diferente na quarta-feira. Não só pelo calendário, mas pela nossa honra mesmo, pela nossa imagem. Não tem o que fazer de nomes novos, somos nós que temos que tentar mudar. Já fizemos coisas importantes em 2024 e 2025. A gente almeja chegar em posições mais altas em 2026, mas é um momento de fragilidade. Precisamos de luta para sobreviver a esse momento difícil. A gente vê que os jogadores sentem fisicamente o desgaste, emocionalmente também. Quarta-feira é um jogo decisivo para reverter isso”, finalizou Ceni.









