Otto Alencar nega ter chamado chapa do PT de “carniça”

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Otto Alencar (PSD) negou, neste sábado (17), ter se referido à possível chapa “puro-sangue” do PT na Bahia como “chapa carniça”. A expressão foi atribuída ao parlamentar em reportagem publicada pelo portal Estadão. Em contato exclusivo com o bahia.ba, o político negou a informação e afirmou nunca ter utilizado tal termo em seus 33 anos de vida pública.

“Esse termo eu nunca usei na minha história de vida. Fiquei constrangido, liguei para ele [o repórter], e ele disse que vai modificar. Eu não sei nem de onde ele tirou essa palavra para fazer um negócio desses”, declarou Alencar. O senador classificou o início da entrevista concedida ao outro veículo como “jocosa” e sugeriu que a pauta pode ter sido “encomendada” para causar desgaste.

A suposta declaração controversa estaria ligada a questionamentos sobre uma possível troca de interesses entre PT e PSD, envolvendo a indicação de Otto Alencar Filho para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). O parlamentar garantiu que seu apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) é independente desse tema. “Não foi, até porque, nesse período, todas as indicações foram do PT e eu apoiei todas”, explicou.

Sobre a formação da chamada “chapa puro-sangue” — que pode ter como titulares o governador Jerônimo, o senador Jaques Wagner (PT) e o ministro Rui Costa (PT) —, Otto Alencar afirmou que ainda não há definição. Ele também descartou a possibilidade de o senador Angelo Coronel (PSD) ocupar uma suplência na legenda. “[Jaques] Wagner está decidindo. Ele já falou que há conversas e que elas vão acontecer. A suplência, Coronel já negou, e eu concordo com ele”, afirmou.

O Estadão havia noticiado que, ao relembrar a disputa eleitoral de 2006, o senador teria dito que “chapa carniça pode dar problema”.

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