Wagner nega saída da liderança do governo no Senado

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT) negou, nesta segunda-feira (12), que vá deixar a liderança do governo no Senado. Em resposta a um artigo da revista CartaCapital que indicava uma possível reformulação na articulação política do Planalto na Casa, o parlamentar afirmou não ter recebido qualquer comunicação oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o assunto.

“Comigo ele nunca conversou nada. Conversei com ele agora no final do ano várias vezes, no 8 de janeiro. Estou aqui para prestar serviço. Se eu sair de lá, será bom no sentido de poder me dedicar um pouco mais à Bahia, mas não sei se ele está pensando isso”, declarou Wagner.

Questionado se uma eventual mudança estaria ligada a seus planos eleitorais, o senador descartou que a iniciativa parta dele. Ele reforçou sua disponibilidade para atender às decisões do partido e do Executivo. “Se isso acontecer, vou me dedicar mais aqui. Este é um ano atípico, com pouca matéria para ser votada no Senado. O principal já foi aprovado e, a partir de maio ou junho, o Congresso entra praticamente em recesso eleitoral”, explicou.

Wagner ressaltou que sua maior presença no estado baiano se deve ao recesso parlamentar, período que tem usado para acompanhar a agenda do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Nesta segunda, ele participou da entrega do Colégio Estadual de Tempo Integral Pedro Calmon, em Salvador.

Sobre os objetivos de sua gestão à frente da liderança governista, o parlamentar avaliou que a maior parte já foi cumprida. Ele mencionou apenas a pendência da sabatina de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. “Se eu deixar a liderança, o que eu tinha que entregar já foi entregue. Falta apenas a aprovação do nome de Messias para o STF. Fechamos o ano com tudo aprovado, então estou bem tranquilo”, afirmou.

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