Com a morte do papa Francisco nesta segunda-feira (21), a Igreja Católica inicia o processo de escolha de um novo líder. O conclave, que reúne cardeais com menos de 80 anos para eleger o próximo papa, deve começar em até 20 dias, segundo as normas do Vaticano.
Entre os 138 cardeais aptos a votar, sete são brasileiros. Um deles é o arcebispo de Salvador, Sérgio da Rocha, de 65 anos. Nomeado cardeal em 2016 pelo próprio Francisco, ele também carrega o título de Primaz do Brasil, por comandar a arquidiocese mais antiga do país.
Durante coletiva de imprensa, Dom Sérgio afirmou que ainda não há informações detalhadas sobre a realização do Conclave, mas confirmou que embarcará para Roma nesta terça-feira (22), onde participará da despedida do papa e permanecerá para o processo de sucessão.
Apesar de ser citado como possível sucessor de Francisco, o cardeal adotou cautela. “É preciso primeiro respeitar esse momento. As especulações existem, mas sabemos que o Espírito Santo sempre surpreende a Igreja”, declarou.
Natural de Dobrada (SP), Dom Sérgio foi nomeado arcebispo de Salvador em 2020. Ele possui mestrado em Teologia Moral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção e doutorado pela Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.
Além dele, outros nomes brasileiros com direito a voto são:
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Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e presidente da CNBB, 64 anos;
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Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, 75 anos;
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Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, 74 anos;
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Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília, 57 anos;
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João Braz de Aviz, arcebispo emérito de Brasília, 77 anos;
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Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus, 74 anos.
Fora da lista está Raymundo Damasceno, arcebispo emérito de Aparecida, que tem 87 anos e, por isso, não pode participar da votação.
Como funciona o conclave?
Até a escolha do novo papa, o Vaticano será administrado provisoriamente pelo camerlengo, cargo atualmente ocupado pelo cardeal irlandês Kevin Joseph Farrell. O conclave acontece na Capela Sistina, onde os cardeais ficam isolados até que um nome seja definido.
O processo de votação é secreto e exige maioria de dois terços. Se não houver consenso após quatro dias, os cardeais tiram um dia para reflexão e oração. Se ainda assim o impasse persistir, um novo turno pode ocorrer entre os dois candidatos mais votados.
A fumaça que sai da chaminé da capela informa o andamento da eleição: preta indica que o papa ainda não foi escolhido; branca, que um novo líder foi eleito. O sinal visual se tornou um símbolo oficial no final do século XIX.










