O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou, nesta sexta-feira (21), o acordo que ratifica a eleição de Ednaldo Rodrigues como presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), confirmando seu mandato até 2026. A decisão foi tomada pelo ministro Gilmar Mendes, que determinou que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) cumpra integralmente o pacto, extinguindo as ações relacionadas ao impasse eleitoral que envolvia a entidade.
A disputa teve início em 2017, quando o Ministério Público do Rio de Janeiro ingressou com uma ação civil pública questionando a eleição da CBF. Em 2023, o TJ-RJ afastou Ednaldo e os vice-presidentes da CBF, alegando irregularidades no processo eleitoral de 2022. A entidade, em acordo com o Ministério Público, havia firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para realizar uma reforma estatutária e resolver a questão. No entanto, a Justiça fluminense considerou que a intervenção no processo eleitoral foi indevida.
Essa decisão levou a CBF a ficar sob intervenção por um período de menos de um mês, até que, em janeiro de 2024, o STF reverteu o afastamento de Ednaldo Rodrigues, após a Fifa e a Conmebol se manifestarem contra a interferência e ameaçarem excluir seleções e clubes brasileiros das competições internacionais. O ministro Gilmar Mendes levou em consideração esses argumentos ao conceder a liminar que restabeleceu Ednaldo no cargo.
Com a homologação do acordo, a eleição de março de 2022, que elegeu Ednaldo, foi considerada legítima. Entre os signatários do acordo estão, além de Ednaldo Rodrigues, o ex-presidente da CBF Coronel Nunes, Castellar Neto, Fernando Sarney, Gustavo Feijó, Rogério Caboclo, a Federação Mineira de Futebol e a própria CBF.
Ednaldo, ex-presidente da Federação Bahiana de Futebol, assumiu a presidência da CBF em 2022 para um mandato de quatro anos. A partir de março de 2025, ele terá a possibilidade de convocar novas eleições, e há especulações sobre sua candidatura à reeleição, para continuar à frente da entidade.










