Secretário do PT diz que oposição usa IA para “manipular percepção pública”

Foto: Reprodução, redes sociais/@edenvaladares

Em pronunciamento nas redes sociais nesta quarta-feira (8), o secretário de comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, expressou preocupação com o que classifica como uso abusivo de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) pela campanha adversária, que ele identifica como sendo da “extrema-direita”. Segundo Valadares, a tecnologia em si não é o problema, mas sim a finalidade com que vem sendo empregada.

Valadares iniciou sua fala distinguindo o uso legítimo da IA, que pode ser bem-vindo como ferramenta de auxílio técnico, edição ou aprimoramento de conteúdo. O problema, segundo ele, reside na utilização sistemática para criar “deepfakes, montagens grotescas, ataques pessoais, manipulação da verdade e para a desinformação”.

“O que é vedado pela legislação — e estamos chamando atenção da Justiça Eleitoral — é a utilização que a extrema-direita tem sistematicamente realizado”, afirmou o secretário. A declaração do dirigente petista não é isolada. Recentemente, o partido já havia anunciado que acionaria o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra vídeos criados por IA que simulavam agressões a militantes da sigla, um caso classificado por ele como “grave, chocante e inadmissível”.

O secretário manifestou ainda uma preocupação profunda com a integridade do processo eleitoral. Segundo ele, a campanha adversária estaria utilizando a IA “para manipular a percepção pública sobre a realidade concreta dos fatos e põe em xeque a integridade e a lisura das eleições”. A fala de Valadares reflete a tensão crescente em torno do papel das novas tecnologias no pleito de 2026 e a necessidade, na visão do PT, de mecanismos mais rigorosos de fiscalização e punição contra a desinformação.

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