Salvador ocupa a quarta posição entre as capitais brasileiras com os mais baixos níveis de qualidade de vida, conforme revela o Índice de Progresso Social (IPS) de 2026. Divulgado nesta quarta-feira (20), pelo IPS Brasil, o estudo aponta que a cidade baiana atingiu 62,18 pontos — patamar inferior à média nacional de 63,40.
Apenas Maceió (61,96), Macapá (59,65) e Porto Velho (58,59) apresentaram resultados piores que os de Salvador. A capital baiana registrou seu pior rendimento justamente no pilar que avalia necessidades essenciais da população, como nutrição, atendimento médico, saneamento, moradia e proteção contra a violência.
Na outra ponta, Curitiba (71,29) aparece como a metrópole com melhor desempenho. Logo atrás vêm São Paulo (70,64), Brasília (70,23), Campo Grande (69,77) e Belo Horizonte (69,66). “Apesar do bom desempenho das capitais, todas apresentam sérias dificuldades no componente de inclusão social, com altos índices de violência contra minorias, famílias em situação de rua e baixa paridade de gênero e raça nas câmaras municipais”, afirmou Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil.
Construído a partir de 57 indicadores, o índice se divide em três grandes blocos: Necessidades Humanas Básicas (comida, saúde, moradia, segurança), Fundamentos do Bem-Estar (educação fundamental, vida saudável, acesso à natureza) e Oportunidades (direitos individuais e ingresso no ensino superior).
Os dados foram cruzados para classificar a qualidade de vida em todos os 5.570 municípios do país. O estudo é fruto da parceria entre Instituto IPS, Social Progress Imperative, Imazon, Amazônia 2030, Fundación Avina e Centro de Empreendedorismo da Amazônia.









