A segunda vítima dos ataques de torcidas organizadas neste domingo (23), em Salvador, foi identificado Lucas dos Reis Bonfim, de apenas 19 anos. Ex-soldado do Exército e integrante da torcida rival, ele foi abatido a tiros poucas horas do Ba-Vi, deixando um rastro de perguntas sobre a escalada da agressão entre as organizadas.
LS, como era chamado entre os pares, havia migrado da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis (TUI) para a Bamor há cerca de um ano, uma transição que agora serve como peça central para os investigadores que tentam decifrar os motivos por trás do ataque armado.
O primeiro óbito registrado ontem foi o de José Alexandre Souza Borges, o Nakombi, de 28 anos. Perseguido enquanto pilotava sua motocicleta na Avenida 29 de Março, ele sofreu uma saraivada de golpes com pauladas, garrafadas e facadas. Levado em estado gravíssimo a uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o pai de um bebê de apenas dois meses não resistiu. O sepultamento dele ocorre nesta segunda-feira (24), com previsão para as 16h no Cemitério Bosque da Paz, após velório iniciado às 13h.
Em relação às apreensões, as forças de segurança encaminharam seis homens ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ainda no domingo. Facas, soqueiras, foguetes e artefatos explosivos artesanais estavam entre os objetos recolhidos, além de vestígios hemáticos identificados nas vestimentas de alguns abordados, conforme registro oficial da ocorrência.
A autuação dos detidos por homicídio e promoção de desordem, prevista no Estatuto do Torcedor, tenta dar respostas à sociedade, mas o cenário de violência no futebol baiano volta a exigir ações enérgicas do poder público para garantir que a paixão pelo esporte não continue a custar vidas jovens e futuros interrompidos.








