O deputado estadual Robinson Almeida (PT) cobrou explicações do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) e do prefeito Bruno Reis (União Brasil) após o Ministério Público da Bahia (MPBA) deflagrar uma operação para investigar um suposto esquema na Prefeitura de Salvador. Para o parlamentar, as novas revelações exigem transparência e respostas à população.
Segundo Robinson, chama atenção o fato de um dos investigados ser o secretário municipal de Manutenção (Seman), Luciano Sandes, que integra a administração da capital desde o primeiro mandato de ACM Neto e permanece no governo municipal há quase 14 anos. “Não se trata de um gestor recém-chegado, mas de alguém que atravessou sucessivas gestões do mesmo grupo político”, observou.
O petista destacou que a investigação conduzida pelo Gaeco aponta suspeitas graves, envolvendo fraudes em licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, além do afastamento determinado pela Justiça de agentes públicos. Outro suspeito que foi alvo de mandados, nesta segunda (13), foi o vereador George Carlos Reis Pereira, conhecido como o Gordinho da Favela (PP).
Robinson aproveitou a situação para lembrar da Operação Overclean, da Polícia Federal, que tramita no Supremo Tribunal Federal e apura um esquema bilionário de desvios de recursos públicos. O deputado ressaltou que entre os nomes apontados nas investigações da Overclean está o empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, identificado como um dos principais líderes da organização e reconhecido como amigo pelo próprio ACM Neto.
“São sucessivas operações que lançam dúvidas sobre a forma como a máquina municipal vem sendo conduzida. ACM Neto e Bruno Reis precisam prestar contas à sociedade e explicar por que tantos auxiliares e estruturas da prefeitura aparecem no radar das investigações”, declarou o parlamentar.
Robinson também questionou se esse é o modelo administrativo que ACM Neto pretende levar para o Governo da Bahia caso dispute e vença as próximas eleições. “Quem deseja governar o estado precisa, antes de tudo, explicar os graves fatos que vêm sendo revelados sobre a gestão do grupo político que comanda Salvador há mais de uma década”, concluiu.
Por meio de uma nota divulgada à imprensa, ainda na noite desta segunda-feira (13), a Prefeitura de Salvador informou que irá cumprir a determinação judicial e que vai colaborar com as investigações conduzidas pelo MP-BA. “A gestão municipal comunica, ainda, que irá abrir procedimento administrativo para avaliar se houve dano ao erário em relação aos fatos apurados”, completou no comunicado.








