O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ingressou com ação judicial contra o deputado estadual Leandro de Jesus (PL) após o parlamentar retirar uma placa de inauguração instalada na BA-649, rodovia que liga Ilhéus a Itabuna. Em entrevista à Rádio 95 FM de Jequié, na quarta-feira (8), o petista classificou a atitude como “desrespeitosa” e afirmou que o caso representa uma forma de violência política.
“O negócio é uma violência na política porque as pessoas não respeitam mais o cargo de um dirigente. Imagina um deputado ir lá arrancar uma placa… Nós já entramos na Justiça para que ele possa responder judicialmente”, declarou o chefe do Executivo estadual.
Jerônimo enfatizou que, se houvesse suspeita de irregularidade na obra, o caminho correto seria procurar os órgãos fiscalizadores e apresentar denúncia formal. “Se ele achou alguma irregularidade, deveria procurar a via judicial e entrar com um processo para que eu pudesse responder. Não é dando mau exemplo para a sociedade”, argumentou, ao defender que o embate político seja travado por meio de propostas e projetos.
O episódio ganhou repercussão na terça-feira, 7, quando Leandro de Jesus divulgou nas redes sociais um vídeo em que aparece removendo a placa alusiva à primeira etapa do Sistema Viário da BA-649, empreendimento entregue pelo governo estadual na semana passada. O deputado classificou a solenidade como “inauguração fake” e justificou que o viaduto permanece bloqueado, sem conexão com a pista principal, razão pela qual o marco só deveria ser recolocado após a conclusão total dos serviços.
A Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) registrou boletim de ocorrência na Delegacia Territorial de Itabuna pelo “furto da placa de inauguração”. Em nota, a pasta informou que o parlamentar e o empresário Francisco França agiram de forma intimidatória, acompanhados por cerca de dez homens aparentemente armados. O grupo teria ingressado em área interditada por questões de segurança, utilizando uma chave de fenda para retirar o equipamento, avaliado em R$ 500, e intimidado agentes da vigilância que estavam no local.








