Flávio responde Lula e impõe condições para abertura de sigilos

Foto: Charles Vieira

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, apresentou nesta terça-feira (21) uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na qual aceita abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos 20 anos, desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concorde em submeter seus próprios dados a uma investigação mais abrangente. A manifestação foi apresentada em resposta à iniciativa de Lula, que havia protocolado, na véspera, um documento autorizando a abertura de seus sigilos e dos registros de familiares, sob a condição de que o adversário adotasse a mesma medida.

A defesa de Flávio, porém, considera insuficiente a proposta do presidente. No entendimento dos advogados, a iniciativa petista seria uma “promessa vazia” e uma “quebra para inglês ver”, sob o argumento de que possíveis irregularidades poderiam envolver terceiros, intermediários e empresas, em vez de aparecer diretamente nas contas pessoais do chefe do Executivo.

Segundo o G1, na petição encaminhada ao TSE o senador estabelece uma série de condições para aceitar a abertura dos dados. As exigências abrangem períodos anteriores da trajetória política de Lula e a atual administração federal, incluindo informações sobre pessoas próximas ao presidente, negócios empresariais e despesas custeadas com recursos públicos.

Entre os pedidos estão autorizações para a quebra dos sigilos de assessores, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como “Marcola”, ex-chefe de gabinete do petista. O documento também reivindica informações financeiras de empresas relacionadas a familiares do presidente, incluindo sociedades do filho Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”. Flávio também pede a divulgação integral dos registros de visitantes do Palácio do Planalto e de informações sobre o encontro entre Lula e Vorcaro, realizado em dezembro de 2024.

As exigências incluem, ainda, a divulgação de todas as despesas do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023, bem como informações sobre compromissos da primeira-dama, Janja, visitas de familiares e utilização de helicópteros oficiais, além de relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger e a quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.

Ao justificar as condições, Flávio afirma que “quem não deve, não recorta”. A campanha do parlamentar solicita que o TSE intime Lula a informar se aceita os termos apresentados. Caso o presidente rejeite as exigências, a defesa pede que a recusa seja formalmente registrada no processo.

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