Cesta básica de Salvador cai 6,08% em julho de 2026

Foto: Joá Souza/GOVBA

A cesta básica de Salvador registrou redução de 6,08% no mês de julho de 2026 e passou a custar R$ 612,18, segundo levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). A queda representa uma economia de R$ 39,60 em comparação com o valor apurado em junho.

O estudo foi elaborado a partir de 3.307 pesquisas de preços realizadas em 89 estabelecimentos comerciais da capital baiana. Entre os 25 itens avaliados, 16 apresentaram diminuição nos valores, com destaque para produtos como tomate, que teve a maior retração do período, com queda de 41,36%, seguido pela batata inglesa (-31,75%) e pela cenoura (-25,07%).

Também tiveram redução nos preços o queijo prato (-12,19%), ovos de galinha (-9,19%), maçã (-8,46%), flocão de milho (-7,73%), queijo muçarela (-5,83%), óleo de soja (-5,40%), banana-prata (-4,15%), café moído (-2,90%), manteiga (-2,62%), macarrão (-1,96%), frango (-1,55%), carne de sertão (-0,71%) e arroz (-0,67%). O feijão manteve o mesmo preço registrado no mês anterior.

Na contramão da queda geral, oito produtos ficaram mais caros em julho. A cebola apresentou o maior avanço, com alta de 11,43%, seguida pelo pão francês (5,39%), linguiça calabresa (4,15%), leite (1,81%), açúcar cristal (1,78%), carne de segunda (1,02%), farinha de mandioca (0,99%) e carne de primeira (0,66%).

A análise da SEI também apontou mudanças nos grupos de alimentos que compõem a rotina de consumo dos moradores de Salvador. Os produtos associados ao almoço tradicional soteropolitano, que incluem feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, tiveram redução de 7,47% e representaram 37,67% do custo total da cesta.

Já os alimentos ligados ao café da manhã, como café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, registraram aumento de 0,87% e responderam por 34,16% do valor total da cesta básica em julho.

Para adquirir todos os produtos da cesta, um trabalhador de Salvador precisou dedicar 89 horas e 49 minutos de trabalho no período. O levantamento indica que esse gasto correspondeu a 40,83% do salário mínimo líquido, calculado em R$ 1.499,43 após o desconto de 7,50% referente à contribuição previdenciária.

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