Wagner critica ação contra a chapa de Lula no TSE

Foto: Ton Molina/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT-BA) classificou como previsível a iniciativa da oposição de questionar o resultado das eleições presidenciais após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesta sexta-feira (6), o parlamentar criticou a postura dos adversários políticos, depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou uma ação apresentada pelo partido Novo contra a chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin (PSB), que aponta suposto abuso de poder político durante a campanha eleitoral.

Em entrevista à Rádio Baiana FM, Wagner afirmou que a dificuldade em reconhecer derrotas nas urnas não é um episódio isolado, mas um comportamento que, segundo ele, vem se repetindo na política nacional. O senador também relembrou a disputa presidencial anterior entre Lula e Jair Bolsonaro para sustentar sua avaliação.

“Eles não têm o conteúdo democrático necessário para acolher normalmente uma derrota. Nós saímos do primeiro turno derrotados, ganhamos no segundo. Na outra eleição do Lula, contra o Jair Bolsonaro, foi o mesmo lenga-lenga”, criticou o senador. Na sequência, acrescentou: “Isso virou hábito na política brasileira. O cidadão, além de fazer sua campanha, fica procurando cabelo em casca de ovo do adversário quando perde”.

Para o petista, a discussão sobre o resultado eleitoral deveria ser encerrada, especialmente diante de manifestações públicas de reconhecimento da vitória de Lula. Ele citou o posicionamento do Partido Liberal (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como exemplos de reconhecimento da decisão das urnas.

Wagner defendeu que as lideranças políticas direcionem seus esforços para questões que afetam diretamente a vida dos brasileiros. Entre as prioridades mencionadas pelo senador estão o fortalecimento da economia, o incentivo aos empreendedores e melhorias nos serviços públicos essenciais.

“Vamos fazer o que o povo precisa: cuidar da economia, cuidar do empreendedorismo, de melhorar a estrutura de saúde, de segurança e de educação. É isso que o povo quer saber. Na briga de político, quem paga a conta são os eleitores”, explicou.

O parlamentar também afirmou que a resposta da população nas urnas deveria ser respeitada, independentemente das preferências partidárias. Ao comentar o comportamento dos adversários após a derrota, Wagner defendeu que o reconhecimento da decisão popular deveria prevalecer sobre novas disputas políticas.

“Eles deviam tirar o chapéu, não para o Lula, mas para a sociedade brasileira, que decidiu ir para a rua e dizer: ‘Eu não quero isso, eu quero aquilo’. Tanto é que o cara [Flávio Bolsonaro] perdeu a eleição, botou o rabo entre as pernas e fugiu com a família. Tipo aquele general que abandona a tropa”, concluiu.

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