Loyola cobra explicações de Flávio Bolsonaro sobre fuga aos EUA

Foto: Divulgação

O secretário estadual de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, cobrou explicações públicas do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre as circunstâncias de sua saída do Brasil para os Estados Unidos. A manifestação ocorre após reportagens do jornal norte-americano The New York Times apontarem a possível participação de integrantes do governo de Donald Trump na articulação da viagem.

Em declaração, Loyola questionou quem teria organizado o deslocamento, intermediado os contatos e qual teria sido a participação efetiva das autoridades norte-americanas. O secretário também defendeu que as instituições brasileiras investiguem os fatos com independência e rigor.

“Flávio nega ter recebido qualquer ajuda e afirma ser inocente. Mas há perguntas que não podem ficar sem resposta. Quem organizou essa viagem? Quem intermediou os contatos? Qual foi, de fato, a participação do governo americano?”, destacou o secretário.

A cobrança de Adolpho Loyola ocorre em meio à repercussão das informações divulgadas pelo The New York Times. Em entrevista publicada ena quinta-feira (5), Flávio Bolsonaro negou ter recebido auxílio de governos estrangeiros para deixar o Brasil e afirmou que organizou a viagem por conta própria.

A reportagem, entretanto, atribuiu a autoridades norte-americanas a informação de que um integrante da Casa Branca teria providenciado a aeronave utilizada no deslocamento, enquanto a entrada do senador nos Estados Unidos teria recebido autorização direta de Donald Trump.

Diante das versões apresentadas, o secretário baiano defendeu a necessidade de esclarecimentos e de apuração institucional sobre os acontecimentos. “Não estamos falando de uma questão privada. Estamos falando de um agente político que deve explicações à sociedade brasileira. Flávio Bolsonaro precisa responder publicamente às informações reveladas. E as instituições brasileiras precisam apurar os fatos com independência e rigor”, disse.

“Nenhum sobrenome concede imunidade. Nenhuma aliança internacional autoriza privilégios diante da Justiça. A democracia exige responsabilidade. E quem pretende exercer o poder precisa, antes de tudo, respeitar a obrigação de prestar contas”, completou.

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