O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão da Bahia (SINTERPBA) oficializou denúncia contra a Rádio Jacobina FM, do Grupo Diamantina, ao revelar que os trabalhadores da emissora acumulam exatos três meses de vencimentos atrasados, colocando dezenas de famílias em situação de vulnerabilidade financeira. Os trabalhadores da emissora, vinculada ao Grupo Diamantina — de propriedade da família Medrado, que também controla a Salvador FM —, não recebem sequer um centavo de seus vencimentos há cerca de 90 dias.
A entidade sindical intensificou as cobranças e, na semana passada, esteve na cidade de Jacobina para oferecer suporte aos radialistas que, além da ausência prolongada de salários, convivem com uma série de outras irregularidades trabalhistas. Entre as denúncias levantadas pelo Sindicato, estão demissões repentinas e sem justificativa, sobrecarga de atividades, com acúmulo de funções, e a retenção indevida de comissões provenientes de inserções publicitárias. Investigações internas da associação apontam ainda que a administração da rádio acumula dívidas com o aluguel do imóvel onde opera e com o fornecimento de serviços essenciais como água e energia elétrica.
A situação se agravou na última quarta-feira, 19 de agosto, quando a expectativa de quitação dos débitos salariais se transformou em mais um dia de frustração. O SINTERPBA informou que buscou contato direto com os responsáveis pelo grupo empresarial, mas todas as tentativas de comunicação foram ignoradas, sem qualquer retorno. Enquanto isso, os trabalhadores amargam a incerteza de não conseguir honrar os compromissos.
“É muita falta de sensibilidade por parte dos arrendatários da emissora de rádio, que, além de não cumprirem suas obrigações legais, ainda submetem os radialistas a essa humilhação de ficarem sem recursos para alimentar as próprias famílias. O nosso compromisso é com os trabalhadores e, por eles, estamos à disposição para buscar uma solução por meio do diálogo e da negociação”, afirma o coordenador-geral do SINTERPBA, Everaldo Monteiro.
Diante do impasse, o sindicato reafirma sua posição de defesa intransigente dos direitos da categoria e mantém-se aberto ao diálogo, embora a postura de silêncio da diretoria do Grupo Diamantina indique um cenário de crescente tensão entre as partes.









