“A gestão deles é medíocre.” Foi dessa forma que o ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, resumiu, nesta segunda-feira (13), sua avaliação sobre o modelo administrativo implantado por ACM Neto (União Brasil) e mantido por Bruno Reis (União Brasil) em Salvador. Ao defender que a disputa política na Bahia seja marcada pela comparação entre os resultados dos governos do PT e das administrações municipais da oposição, o ex-governador afirmou que os adversários evitam nacionalizar o debate por saberem da força eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na capital.
Para Rui, os indicadores da Prefeitura desmontam o discurso construído pelo grupo político que governa Salvador há 16 anos. Durante reunião da chapa majoritária com pré-candidatos a deputado estadual e federal, o ex-governador afirmou que a capital registra alguns dos piores desempenhos do país em áreas essenciais, como saúde e educação, citando a baixa oferta de exames preventivos, o atendimento pré-natal, a falta de vagas em creches e a estrutura da rede municipal de saúde. Ele também criticou o fato de o Hospital Municipal não funcionar como unidade de porta aberta para urgência e emergência.
“Ele não resiste a um debate sobre saúde. Ele não resiste, porque os números dele, infelizmente, são medíocres, são muito pobres na saúde e educação. […] Ele não consegue sustentar um debate. Eu repito, eu não estou falando nada pessoal. Tem nada da pessoa física, nem de Neto, nem de Bruno. Eu estou falando de política pública, de gestão de saúde e educação. É disso que eu estou falando”, disse.
Governador da Bahia entre 2015 e 2022, Rui também rebateu o discurso da oposição sobre investimentos na capital e sustentou que as principais intervenções que transformaram Salvador foram executadas pelos governos do PT. Ao citar obras de macrodrenagem, contenção de encostas, mobilidade urbana e infraestrutura, afirmou que o legado estrutural da cidade está diretamente ligado às gestões petistas. “O que tem de estruturante nessa cidade fomos nós que fizemos”, cravou.
“Você vê a pesquisa de transporte, a pior avaliação é do ônibus. O melhor serviço avaliado é do metrô e com certeza será será do VLT”, acrescentou.
Segundo o ex-ministro de Lula, que coordenou o Novo PAC durante sua passagem pelo Governo Federal, é justamente essa comparação que a oposição procura evitar durante a campanha. Na avaliação do pré-candidato, o grupo liderado por ACM Neto tenta dissociar sua imagem do bolsonarismo e impedir que a eleição na Bahia seja influenciada pela alta aprovação do presidente Lula entre os eleitores baianos e, especialmente, em Salvador.
Liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, o encontro foi realizado no Hotel Wyndham Hangar Aeroporto e contou com a participação do senador Jaques Wagner, do vice-governador Geraldo Júnior e de dezenas de pré-candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados que disputarão votos em Salvador. Também estiveram presentes lideranças da capital, entre elas a deputada federal e ex-prefeita Lídice da Mata, o presidente da Conder, José Trindade, vereadores, ex-vereadores e dirigentes dos partidos que integram a base aliada.








