Moradores do subúrbio de Salvador denunciam o acúmulo de caixões usados em área aberta nos cemitérios municipais de Plataforma e Periperi, além de mato alto, estruturas deterioradas e dificuldade de acesso. A situação tem gerado medo de contaminação e reclamações constantes sobre mau cheiro e infestação de insetos. A Prefeitura afirma que adota medidas para resolver os problemas, mas moradores cobram providências urgentes.
Imagens divulgadas pela TV Bahia no Cemitério Municipal de Plataforma, na Rua David Ferreira, flagraram dezenas de caixões já utilizados empilhados próximos ao muro da unidade. Parte do material está coberta por lonas, mas outra fração permanece exposta ao tempo e à vista de quem passa. Vizinhos relatam à emissora que o descarte é frequente e que a cena se repete há meses, acompanhada de odor forte e proliferação de insetos.
No Cemitério Municipal de Periperi, a realidade não é diferente. A vegetação cresce sem controle, a escadaria e a rampa de acesso apresentam desgastes visíveis, e parentes de sepultados encontram obstáculos para chegar aos túmulos. A falta de conservação das vias internas e a sensação de abandono aumentam a indignação das famílias que visitam o local.
Salvador possui 21 cemitérios no total: dez públicos, dez privados e um estadual. As queixas, no entanto, concentram-se nas unidades sob gestão municipal, que enfrentam críticas recorrentes quanto à manutenção e ao manejo de resíduos.
Em resposta, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) declarou, em nota ao G1 Bahia, que “tem conhecimento das demandas relacionadas aos cemitérios municipais e que vem adotando medidas administrativas e operacionais para solucionar os problemas identificados”. A pasta ainda esclareceu que a capinação é executada pela Limpurb a cada 30 dias, em ciclos periódicos.
Sobre os caixões, a Semop explicou que “o material permanece armazenado temporariamente nas unidades cemiteriais, seguindo os procedimentos operacionais vigentes, até ser encaminhado para aterro sanitário em caçambas da prefeitura”. A secretaria também atribuiu parte do incômodo ao período chuvoso, que favorece mosquitos, e ao descarte irregular feito por moradores nos arredores.
Por fim, a pasta informou que mantém diálogo com o Centro de Controle de Zoonoses para aplicar inseticidas contra arboviroses e afirmou que “segue buscando, em conjunto com outros órgãos, soluções para garantir a manutenção, a salubridade e o funcionamento adequado dos cemitérios municipais”.








