A ausência de medicamentos essenciais em unidades do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Salvador foi denunciada por uma mulher atendida pela rede pública. O caso, trazido a público pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB) por meio de suas redes sociais, escancara uma realidade enfrentada por pessoas em sofrimento psíquico na capital baiana.
Em um vídeo compartilhado no Instagram, nesta terça-feira (5), a paciente relata ter percorrido diversas unidades de saúde à procura dos remédios, mas retornou para casa sem sucesso. A parlamentar classificou a situação como “descaso” e destacou que a dificuldade de acesso aos fármacos atinge diferentes bairros da cidade.
“Não é possível que uma pessoa em sofrimento psíquico precise peregrinar por Salvador atrás de medicamentos básicos e volte pra casa de mãos vazias. Recebi a denúncia de uma paciente do CAPS: falta remédio no posto do bairro, falta em outros bairros, falta em toda parte. E quem depende desses medicamentos sabe: não é detalhe, é sobrevivência. É tratamento contínuo, é dignidade, é cuidado”, afirmou Aladilce.
Conforme a edil, os itens ausentes são amitriptilina, ácido valproico (comprimido e xarope), carbamazepina, clonazepam, diazepam, fluoxetina, fenobarbital, haloperidol, levomepromazina, mirtazapina, flufenazina injetável, risperidona, sulpirida e tioridazina. A vereadora ainda enfatizou que “a luta antimanicomial defende exatamente isso: uma saúde mental feita com acolhimento, com rede funcionando, com CAPS estruturado e com medicação garantida”. “O que está acontecendo é abandono”, finalizou.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou ao BNEWS “que mantém o abastecimento regular de medicamentos nas unidades da rede, […] mas que situações pontuais podem ocorrer em função de dificuldades enfrentadas por fornecedores na entrega de determinados insumos”. O órgão não detalhou prazos para normalização dos estoques nem se há previsão de reposição dos fármacos citados.









