O mercado de trabalho baiano começou 2026 com saldo positivo, porém em ritmo mais lento que no ano anterior. A Bahia gerou 6.124 empregos com carteira assinada em janeiro, resultado da diferença entre 84.539 admissões e 78.415 desligamentos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O número representa uma queda em relação a janeiro de 2025, quando foram abertas 8.149 vagas formais no estado. Com o resultado do primeiro mês deste ano, a Bahia passou a contar com 2.238.216 vínculos celetistas ativos, uma variação de 0,27% sobre o estoque do mês anterior.
Quatro dos cinco setores econômicos registraram crescimento no número de contratações. O segmento de Serviços liderou a geração de postos, com saldo de 4.324 vagas. Em seguida aparecem Construção (+2.722), Indústria geral (+1.022) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+980). O Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas foi o único com desempenho negativo, perdendo 2.924 postos.
No cenário nacional, o Brasil abriu 112.334 vagas formais em janeiro, enquanto o Nordeste contabilizou 6.134 novos postos, altas de 0,23% e 0,07% respectivamente. O crescimento relativo da Bahia, de 0,27%, superou as médias do país e da região.
O especialista em produção de informações econômicas, sociais e geoambientais da SEI, Luiz Fernando Lobo, fez uma ressalva sobre os números. “Um alerta precisa ser feito: apesar do saldo positivo e mesmo indicando crescimento relativo maior do que os do Brasil e do Nordeste, a geração de postos com registro em carteira no primeiro mês do ano na Bahia apresentou certa perda de ritmo, visto ter sido inferior ao resultado de um ano antes”, afirmou.
Entre as 27 unidades da Federação, 18 apresentaram crescimento do emprego celetista. A Bahia registrou o oitavo maior saldo absoluto e a décima maior variação relativa. No recorte regional, cinco estados nordestinos tiveram alta no emprego formal. A Bahia liderou em números absolutos, seguida por Maranhão (+2.516), Rio Grande do Norte (+1.164), Pernambuco (+889) e Sergipe (+293). Em termos relativos, porém, o estado baiano ficou na segunda posição, atrás do Maranhão, que registrou variação de 0,36%.









