O senador Jaques Wagner (PT) afirmou, em entrevista ao programa Giro Baiana, da rádio Baiana (89,3 FM), nesta segunda-feira (6), que a divergência entre ACM Neto (União) e João Roma (PL) sobre apoiar Flávio Bolsonaro (PL) ou Ronaldo Caiado (PSD) não passa de uma encenação frágil. “É uma tática política que acaba no tanto faz. Porque ele não vai dar pau em Flávio Bolsonaro. Caiado já está descendo a madeira em Flávio Bolsonaro”, disparou o petista.
Enquanto Roma declara abertamente apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-prefeito de Salvador mantém forte proximidade com o goiano, cujo partido, na Bahia, apoia o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Para Wagner, a incoerência inviabiliza qualquer unidade consistente. “A Bahia é o quarto ou quinto colégio eleitoral do país. Você acha que alguém que é candidato a Presidência vai passar sem ter um palanque que é seu? Não sei se vão pressionar Roma a ser candidato”, declarou, ao sugerir que o bolsonarista pode nem compor a chapa adversária.
O senador também avaliou que a pré-candidatura de Flávio não ameaça a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu, sinceramente, não vejo na escolha do candidato do outro lado, o filho do ex-presidente, nenhum prejuízo para Lula, porque as ideias que ele prega são iguais às do pai [Jair Bolsonaro], óbvio que ele tem uma forma diferente de ser, é mais jovem que o pai”, afirmou. Wagner criticou o discurso inicial do adversário, que prometeu “varrer o PT do Nordeste” e viajou aos Estados Unidos para falar sobre terras raras. “Se espremer, não tem diferença nenhuma”, resumiu o petista, que ainda atacou a atuação do irmão Eduardo Bolsonaro nos EUA contra interesses brasileiros.









