O Esporte Clube Vitória protocolou, nesta segunda-feira (27), uma representação oficial junto aos Comitês de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e de Competições contestando a atuação da arbitragem na partida contra o Athletico Paranaense, válida pelo Campeonato Brasileiro 2026. O documento aponta “erros claros, inequívocos e determinantes” que, segundo o clube, comprometeram o andamento e o resultado do jogo, que terminou 3 a 1 para os donos da casa.
A manifestação do Vitória detalha quatro lances considerados decisivos. Entre eles, um suposto ato de violência do jogador Luiz Gustavo, do Athletico-PR, logo aos 7 minutos do primeiro tempo, que, de acordo com o clube baiano, seria passível de expulsão direta. Ainda na etapa inicial, aos 30 minutos, o time contesta a marcação de um pênalti a favor da equipe paranaense, alegando inexistência de falta e erro evidente de interpretação da arbitragem.
No segundo tempo, o Vitória também aponta falhas disciplinares. Aos 20 minutos, o clube sustenta que Luiz Gustavo teria cometido duas infrações passíveis de cartão amarelo — o que resultaria em expulsão —, mas não foi punido adequadamente. Dois minutos depois, outra jogada envolvendo o atleta Arthur Dias é classificada como lance de expulsão direta após uma entrada com força excessiva sobre o jogador Renê, que precisou ser substituído.
Além das decisões em campo, o clube critica a atuação do árbitro Bruno Arleu de Araújo e sua equipe, bem como do VAR, coordenado por Rodrigo Nunes de Sá. Segundo a representação, houve falhas na aplicação do protocolo de revisão de vídeo, mesmo em lances considerados passíveis de análise, o que, na avaliação do Vitória, evidencia deficiência técnica e compromete a lisura da competição.
Diante dos fatos, o Vitória solicita à CBF a análise detalhada dos lances, a adoção de medidas cabíveis contra a equipe de arbitragem, esclarecimentos formais sobre os critérios utilizados nas decisões e a divulgação dos áudios de comunicação entre o árbitro de campo e o VAR. O clube afirma aguardar uma manifestação “firme e transparente” da entidade para preservar a credibilidade do Campeonato Brasileiro.
Na última semana, o clube havia protocolado outra representação oficial na Confederação Brasileira de Futebol, solicitando entre outras medidas, os áudios e vídeos do VAR referentes a três lances considerados graves ocorridos na derrota para o Flamengo, em confronto válido pela partida de ida da quinta fase da Copa do Brasil. O documento, divulgado pelo próprio clube, direciona críticas ao árbitro Anderson Daronco, seus assistentes Leila Moreira da Cruz e Michael Stanislau, além do quarto árbitro Lucas Coelho Santos.
Neste domingo, após a derrota para o Paranaense, o presidente do clube baiano, Fábio Mota, pediu mais respeito ao rubro negro em um duro pronunciamento direcionado ao coordenador da comissão de arbitragem, Rodrigo Cintra. Em coletiva, o dirigente afirmou ser um “absurdo o que a arbitragem está fazendo com o Esporte Clube Vitória”. “Está na hora de repensar e reformar a comissão de arbitragem. Está na hora de repensar, escândalo o que estão fazendo. Orgulhoso do meu time e do jogo que fizemos hoje”, disse.









