Após ser absolvido da acusação de estupro contra três mulheres, o influenciador evangélico Victor Bonato afirmou, em entrevista ao jornal O Globo, que as relações foram consensuais e que foi vítima de uma armação. Ele passou 58 dias preso, entre setembro e novembro de 2023, e foi inocentado em julho de 2024 pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP).
Bonato admitiu ter mantido relações com as mulheres que o denunciaram, mas negou qualquer tipo de violência. “Fui imoral, fui hipócrita ao viver algo que eu mesmo pregava contra. Meu erro foi espiritual. Não cometi crimes. No tipo de vida que escolhi levar, fazer sexo fora do casamento é pecado. O pecado me custou a liberdade”, declarou.
O caso ganhou repercussão após três jovens, frequentadoras do movimento religioso “O Galpão”, liderado por Bonato em Barueri (SP), denunciarem o influenciador. Segundo os relatos, os encontros aconteceram entre junho e agosto de 2023. As mulheres afirmaram que, embora o início das relações tenha sido consensual, o influenciador teria adotado práticas agressivas sem consentimento. Uma delas relatou ter levado tapas no rosto; outra, ter sido forçada a praticar sexo oral. A terceira vítima afirmou ter sido asfixiada durante o ato.
Após as denúncias, Victor Bonato foi preso em 19 de setembro de 2023. Ele foi libertado em 16 de novembro do mesmo ano. Desde então, o influenciador interrompeu suas atividades nas redes sociais, onde acumulava cerca de 150 mil seguidores. O movimento “O Galpão” também foi encerrado.
A defesa de Bonato, liderada pela advogada Graciele Queiroz — que também atuou no caso do ex-jogador Daniel Alves —, alegou que o caso foi uma tentativa de destruição da reputação do influenciador. “As mulheres descobriram que, para destruir um homem, basta ir a uma delegacia e acusá-lo de estupro. Depois da condenação, ganham indenizações milionárias”, afirmou Queiroz.










