Vereador celebra exoneração de servidores que invadiram a CMS

Foto: Divulgação, Assessoria

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) exonerou três servidores municipais envolvidos na invasão ao Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, ocorrida em maio do ano passado. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município na última quinta-feira (19) e recebeu elogios do vereador Maurício Trindade (PP), que foi agredido durante o episódio. Para ele, a decisão representa um acerto de contas com aqueles que atentaram contra o Legislativo.

Foram exonerados os guardas municipais Bruno Carianha e Marcelo da Rocha Oliveira, além de Helivaldo Passos de Alcântara, agente da Transalvador. Líder sindical, Carinhanha chegou a ser preso sob suspeita de incitar a invasão, que ocorreu durante uma sessão extraordinária que votava o reajuste salarial do funcionalismo, incluindo professores que estavam em greve.

Trindade classificou o ocorrido como um grave ataque à democracia e afirmou que a invasão superou os atos de vandalismo registrados em Brasília em 8 de janeiro de 2023. “Naquele dia, o que vimos foi um ataque direto à democracia. Não foi um protesto pacífico. Houve invasão, agressão e tentativa de intimidação. A Câmara foi desrespeitada e os vereadores foram agredidos no exercício legítimo de seus mandatos”, declarou.

O parlamentar também destacou que a ação dos manifestantes ultrapassou os limites aceitáveis em uma sociedade democrática. “A democracia garante o direito ao protesto, mas não autoriza invasão, vandalismo ou agressão. Quando se parte para a violência, deixa de ser manifestação e passa a ser crime”, afirmou.

Para Trindade, a exoneração dos servidores demonstra que há consequências para quem ataca as instituições. “A Câmara representa a população de Salvador, e qualquer ataque à Casa é um ataque à própria cidade”, concluiu.

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