O céu do sul do Texas, nos Estados Unidos, testemunhou um marco para a exploração espacial. Na manhã desta segunda-feira (28), a SpaceX lançou seu sistema Super Heavy da Starbase e confirmou que a nave Ship 41, acoplada ao Booster 21, completou a primeira inserção orbital do conjunto. A operação alcançou cerca de 275 quilômetros de altitude por volta das 9h, no horário de Brasília.
Funcionários que acompanhavam o lançamento comemoraram assim que a etapa foi confirmada. A Administração Federal de Aviação (FAA) informou à CNBC, por e-mail, que havia emitido, em 26 de setembro, uma “autorização de licença para as operações de lançamento e reentrada do voo 14 do Starship Super Heavy da SpaceX”.
Pouco após a decolagem, o propulsor fez um “pouso suave na água” perto do litoral da Starbase. A espaçonave continuou a trajetória, apesar da falha de um motor criado para funcionar no vácuo durante o percurso suborbital. O plano também incluía liberar 26 unidades dos novos satélites V3; o processo começou depois que o objetivo principal foi atingido.
Atualmente, cerca de 11 mil equipamentos ativos da Starlink circulam a Terra, enquanto a Eutelsat OneWeb, concorrente no setor, opera aproximadamente 650. Em teleconferência de resultados de agosto, Elon Musk afirmou: “Não é impossível que, em algum momento, a Starlink forneça a maior parte da internet mundial, pelo menos nos países onde temos permissão para operar, o que abrange a vasta maioria das nações”.
Projetado para reutilização tanto da nave quanto do propulsor, o sistema Super Heavy promete levar mais carga ao espaço com custo menor. Os 13 ensaios anteriores não tinham como meta colocar o veículo em trajetória orbital; no 14º, a empresa planejou uma volta completa ao redor do planeta.
A companhia também prepara o transporte de astronautas norte-americanos até a superfície lunar em um teste da Nasa previsto para o próximo ano. No início deste mês, Gwynne Shotwell, diretora de operações, declarou durante o All-In Summit que pretende levar “supercomputação ao espaço”, com o lançamento de “satélites de computação para IA” em 2027.
Produzidos em Redmond, Washington, os V3 contam com painéis solares capazes de gerar o dobro da energia das gerações anteriores. Maiores, foram desenhados para ampliar a transmissão de dados e permitir velocidades superiores aos assinantes.
Veja:
Liftoff of Starship! pic.twitter.com/40D8bXSkr2
— SpaceX (@SpaceX) September 28, 2026










