Servidor da SPMJ de Salvador acusado de assédio moral e agressões físicas contra funcionárias

Foto: Divulgação

Três servidoras da Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) de Salvador denunciaram um superior por agressões físicas e assédio moral que aconteciam há mais de um ano. A situação foi levada à Ouvidoria da Prefeitura e ao Ministério Público do Trabalho (MPT), além de ter sido informada à secretária da pasta, Fernanda Lordelo.

De acordo com o relato das vítimas, o servidor, chefe de um setor da SPMJ, agiu de forma abusiva, praticando ameaças, xingamentos e até agressões físicas. Em um dos episódios, o gestor jogou papéis sobre uma das funcionárias enquanto ela estava sentada trabalhando. Em outra ocasião, ele bateu com as duas mãos sobre a mesa, avançando em direção à vítima. A secretária, embora ciente dos abusos, não afastou o agressor e, em vez disso, transferiu as funcionárias denunciantes.

As vítimas também relataram, em depoimentos ao MPT, que, ao pedirem ajuda à secretária e a uma coordenadora, foram orientadas a “gritar de volta” ao agressor quando ele levantasse a voz. Em seguida, a situação se agravou, levando as servidoras a buscar apoio do subsecretário Matheus Simões, que prometeu transferir as funcionárias para outro setor. No entanto, a coordenadora e a própria Fernanda Lordelo forçaram uma das vítimas a retornar ao local de trabalho, alegando que as outras funcionárias haviam mentido sobre o ocorrido.

As denúncias ainda apontam que o agressor não foi afastado, e as servidoras continuaram sendo perseguidas, com punições por denunciarem o caso. Além disso, foi necessário que as vítimas recebessem acompanhamento médico devido ao impacto psicológico das agressões.

Em nota, a SPMJ informou que uma sindicância foi instaurada para apurar os fatos, conduzida por uma comissão formada majoritariamente por servidoras concursadas. O servidor denunciado será convocado para prestar esclarecimentos, respeitando o direito à ampla defesa. A pasta destacou ainda que o processo está em andamento, com prazo de 30 dias para conclusão, e que as partes envolvidas já foram ouvidas.

A denúncia foi formalizada em dezembro de 2024, mas o servidor estava de férias até o seu retorno, quando o procedimento foi imediatamente iniciado. A SPMJ informou que está seguindo a legislação vigente para garantir os direitos de todos os envolvidos.

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