Rui critica oligarquias no NE e volta a ligar Neto à Overclean

Foto: Reprodução, Youtube/Metro1

O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), afirmou nesta segunda-feira (27), em entrevista à Rádio Metropole, que estruturas oligárquicas ainda persistem na política brasileira, com maior força no Nordeste. Na visão do petista, esse modelo se mantém, entre outros aspectos, pelo domínio de veículos de comunicação por grupos políticos tradicionais.

“Se tem algo que está envelhecido no Brasil é esse conceito de oligarquia, de famílias que se perpetuam no poder e transferem poder por herança.[…] As oligarquias do Nordeste são donas de rádios e TVs”, disse, em referência à influência do pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e sua família em veículos de comunicação da capital baiana.

Durante a entrevista, o ex-governador da Bahia direcionou críticas ao grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador. Citou escândalos envolvendo integrantes da sigla adversária. “É o mesmo grupo que coloca o ‘Rei do Lixo’ na executiva nacional do partido”, alfinetou Rui, referindo-se ao empresário José Marcos Moura. Investigado pela Polícia Federal na Operação Overclean, ele é acusado de comandar um esquema de R$ 1,4 bilhão em fraudes com desvio de emendas parlamentares.

A corporação aponta que José Marcos usava contratos de limpeza urbana com diversos municípios, incluindo uma empresa sediada em Salvador, para lesar os cofres públicos.

Ainda na entrevista, Rui Costa criticou a gestão da segurança pública em Salvador sob o comando do grupo de ACM Neto. Lembrou que, em 2012, o ex-prefeito prometeu reduzir a mortalidade infantil e ampliar a atenção básica. “Depois de 16 anos governando Salvador, a cidade é a terceira pior capital em mortalidade infantil”, disse o petista, atribuindo o problema à “péssima assistência pré-natal”.

O ex-governador também denunciou a venda de “terrenos valiosos” durante a administração da capital baiana, afirmando que os recursos não foram revertidos para a educação. Na área da saúde, declarou que “40% da população não têm acesso a posto de saúde”. Segundo ele, “apenas cinco centros de exames foram entregues após mais de uma década, com filas e dificuldade de atendimento”.

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