Cinco réus acusados de envolvimento no assassinato do pediatra Júlio César de Queiroz Teixeira, morto a tiros em 2021 na cidade de Barra, no oeste da Bahia, foram condenados a penas que, somadas, chegam a 119 anos de prisão. O júri popular durou dois dias e foi concluído nesta quarta-feira (27), no Fórum de Xique-Xique, município vizinho.
As condenações variaram de 20 a 31 anos de reclusão. Diego Santos Silva, apontado como mandante, recebeu a pena mais alta: 31 anos e 4 meses. Já Jefferson Ferreira Gomes da Silva, acusado de executar os disparos, foi condenado a 26 anos e 4 meses. Também receberam penas severas Ranieri Magalhães Bonfim Borges (20 anos), Adeilton de Souza Borges (21 anos) e Fernanda Lima da Silva (21 anos), acusados de atuar como piloto e olheiros no dia do crime.
O médico foi morto em 23 de setembro de 2021, dentro da clínica onde trabalhava, enquanto atendia uma criança. A execução ocorreu diante da paciente, da mãe dela e de dois funcionários — um deles, a própria esposa do pediatra. Câmeras de segurança registraram parte da ação.
O Ministério Público da Bahia denunciou os réus por homicídio qualificado, com motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. A pedido da família, temendo represálias em Barra, o julgamento foi transferido para Xique-Xique.
Júlio César deixou esposa e dois filhos, de 5 e 8 anos de idade.